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Alguns jogadores entendem que as partidas diante de Colômbia e Equador representam uma oportunidade de recuperar a imagem arranhada após o 7 a 1. Nem todos concordam

Dunga, técnico da seleção brasileira
Mário Farache/MOWA PRESS
Dunga, técnico da seleção brasileira

Os amistosos contra Colômbia e Equador, nos Estados Unidos, serão os primeiros da seleção brasileira após o fracasso na Copa do Mundo. Alguns dos convocados de Dunga já passaram a encarar as partidas como a oportunidade inicial de recuperar o respeito que teria sido perdido a partir da goleada por 7 a 1 para a Alemanha. Nem todos concordam.

"Sabemos que a cobrança é maior quando há uma série de resultados negativos. Estamos aqui para fazer a Seleção ser respeitada novamente", disse o zagueiro Miranda, preterido por Luiz Felipe Scolari no Mundial do Brasil.

Assim como o defensor do Atlético de Madri, outra das novidades de Dunga falou com empolgação sobre a chance de transformar a cara da seleção. "O que aconteceu já passou. Teremos dois amistosos agora. Espero que o Brasil possa começar com o pé direito para dar a impressão que as coisas mudaram", comentou o meia cruzeirense Ricardo Goulart.

Mas nem todos aqueles que não participaram da Copa acham que a seleção brasileira esteja tão em baixa. É o caso do meia Philippe Coutinho, do Liverpool. "Pelo que vejo na Inglaterra, continuam respeitando o Brasil. Temos uma história muito grande, que não será perdida por causa dessa Copa do Mundo", opinou.

Mais sentido do que seus companheiros ao tocar no assunto, até porque esteve na humilhação do Mineirão, o meio-campista Ramires seguiu o discurso de Coutinho. O jogador também atua na Inglaterra, no Chelsea.

"Não é um jogo que fará os adversários perderem o respeito pela seleção brasileira. Na Europa, os adversários falam que isso não voltará a acontecer. Foi uma surpresa, até pelo que o time vinha jogando, sem ter tomado tantos gols ao longo da competição. Mas não fomos desrespeitados em momento algum. Ninguém falou que o Brasil era fraco ou qualquer coisa do tipo", defendeu Ramires.

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