Segundo a revista Veja, treinador não recebe seus vencimentos há três meses. Aidar descartou a falta de pagamento

Muricy comemora vitória do São Paulo no clássico diante do Santos
Friedemann Vogel/Getty Images
Muricy comemora vitória do São Paulo no clássico diante do Santos

O presidente do São Paulo , Carlos Miguel Aidar, confirmou neste domingo que o São Paulo tem grande chance de fechar o ano com déficit. No entanto, mesmo com a situação financeira complicada, ele negou que o salário do técnico Muricy Ramalho esteja atrasado.

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De acordo com a revista Veja , o treinador está há três meses sem receber, mas a informação foi rebatida pelo dirigente. "Fiz essa pergunta a ele, que me disse que está com os salários em dia", afirmou o presidente, que pediu para que os jornalistas questionassem o próprio técnico sobre a polêmica.

No entanto, Muricy Ramalho não confirmou e nem desmentiu o possível atraso em seus vencimentos. Antes e depois do clássico contra o Santos, o treinador adotou a mesma postura, de se recusar a falar sobre o assunto. "Não discuto meu salário, e acabou", declarou.

Enquanto o técnico se cala sobre a polêmica, Aidar reconhece que o São Paulo enfrenta dificuldades financeiras e acha que somente negociando jogadores seria possível fechar o ano com as contas positivas.

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"Não tenho dúvidas de que vamos terminar o ano com déficit. Só não terminaremos com déficit se vendermos dois ou três jogadores de valores expressivos", ponderou. De acordo com o mandatário, uma série de problemas levou o Tricolor à situação complicada.

"O São Paulo tem dificuldades financeiras, não escondo. Não temos dívida fiscal, mas o São Paulo tem dívida bancária, contraída ao longo do tempo, porque perdemos receita de patrocínio máster, não vendemos atletas, tivemos uma desclassificação prematura do Paulista este ano... Mas isso não faz com que seja levado a uma linha de atraso salarial", acrescentou.

O dirigente ainda reclamou pelo acordo com a antiga patrocinadora, firmado na época de Juvenal Juvêncio, ter terminado pouco depois da Copa do Mundo. "É muito difícil encontrar (um novo parceiro) no mês de agosto, porque os orçamentos das empresas já estão votados. Quando encontrarmos alguém, vou fazer um contrato que não vença no meio do ano. Foi um erro do São Paulo fazer um assim", declarou o dirigente, que foi eleito com apoio da gestão anterior.

Aidar também explicou que negocia com um novo fornecedor de material esportivo. Apesar de o vínculo com a atual empresa se estender até o fim de 2015, o presidente confirmou que a parceira pode sair antes do previsto.

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