Brasil atuou com um camisa 9 típico no Mundial e foi presa fácil para a marcação de oponentes com esquema menos fixo

Fred foi o mais criticado no fiasco brasileiro
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Fred foi o mais criticado no fiasco brasileiro

Dunga não convocou nenhum jogador com as características de Fred, um dos mais contestados no fracasso da seleção brasileira na última Copa do Mundo. Para os seus primeiros amistosos como sucessor de Luiz Felipe Scolari, dia 5, contra a Colômbia, e dia 9, contra o Equador, o técnico usa exemplos da competição para mostrar que centroavantes fixos na área não são a tendência. Resgata assim o trabalho que Mano Menezes vinha implantando antes de dar lugar a Felipão. 

Dunga chama destaques do Brasileirão e rejeitados da Copa em sua primeira lista

"Vimos na Copa do Mundo que devemos refazer o nosso pensamento. Atacante é quem chega para fazer gol, independentemente de ser 9, 5 ou 3. A gente quer modernizar o futebol e fica muito preso a números", discursou Dunga, que lembrou a mobilidade do alemão Thomas Müller no Mundial. "Ele começou como atacante de referência e depois jogou pela lateral."

Veja fotos dos 22 jogadores que estão na primeira lista de Dunga:

As apostas do treinador para compor o seu ataque nos amistosos de setembro, nos Estados Unidos, foram Hulk, Diego Tardelli e Neymar. O jogador do Atlético-MG, um dos lembrados que não estava no último Mundial, tem atuado mais recuado em sua equipe.

Na armação, Dunga passou a contar com mais opções do que tinha Felipão. Além de Oscar e Willian, ambos do Chelsea, o treinador possui à disposição Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, do Cruzeiro, e Philippe Coutinho, do Liverpool.

"Temos as possibilidades de jogar com ou sem um centroavante fixo, com atacantes mais abertos... Possuímos jogadores que podem fazer essas funções dentro desse grupo", assegurou Dunga.

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