Treinador acompanha os trabalhos da seleção sub-20 no Torneio de Cotif, junto ao coordenador técnico Gilmar Rinaldi

O técnico Dunga, escolhido para substituir Luis Felipe Scolari após o técnico conduzir a seleção a um quarto lugar da Copa de 2014 , deverá estrear à frente do time nacional no próximo dia 5, quando enfrenta a Colômbia, em Miami (EUA). Enquanto isso, visando o projeto de reformulação do elenco, o treinador acompanha os trabalhos da seleção sub-20 no Torneio de Cotif, amparado pelo coordenador técnico Gilmar Rinaldi.

Após não ter acompanhado os tropeços do time, quando os garotos do Brasil empataram em 1 a 1 com o Catar e em 0 a 0 diante do Equador, o técnico da seleção principal pode assistir à vitória elástica sobre a China, por 4 a 0, e a virada sobre o Valência, neste domingo, por 3 a 1.

Com a equipe classificada para enfrentar a Argentina na semifinal da competição, após campanha regular na fase de grupos, Dunga fez questão de reforçar o caráter alegre do futebol brasileiro, apesar de saber que a reforma está apenas começando.

"É o início de um trabalho, a seleção brasileira é uma referência no futebol mundial. No futebol moderno, temos que introduzir a qualidade técnica e a alegria que é do brasileiro, mas ser também um time vencedor", afirmou o capitão do tetracampeonato.

Mesmo após a goleada de 7 a 1 sofrida para a Alemanha, que resultou na eliminação da Copa do Mundo, em pleno Mineirão, o comandante afirmou que cabe à seleção devolver a forma alegre do brasileiro enxergar o futebol e reforçou a grande cobrança por parte da torcida.

"O Brasil tem por ambição e por determinação divertir as pessoas no mundo todo. Temos grandes jogadores. Então, a cada jogo temos que tentar transmitir não só aos outros, mas ao povo brasileiro, uma forma alegre de enxergar o futebol", considerou. "Diferente de outros países, nós temos 200 milhões de torcedores e ao mesmo tempo 200 milhões de treinadores, então cada um quer uma coisa", prosseguiu.

Sobre a sensação de voltar ao comando do elenco principal, Dunga mostrou-se orgulhoso e afirmou que a competição está em seu sangue. "É muita responsabilidade, muita pressão, mas um grande orgulho. Temos que nos sentir com muita sorte de estar servindo à seleção. Eu e Gilmar fomos jogadores, fomos campeões mundiais, e agora temos uma nova oportunidade no comando. É uma coisa que está no nosso sangue, fazer o melhor pela seleção, fazer as pessoas alegres, essa é a melhor satisfação que podemos ter", apontou.

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