Rubens Bohlen minimizou ameaça de paralisação dos jogadores e disse que "vislumbra algumas possibilidades" para quitar os salários e direitos de imagens atrasados

Os jogadores do Paraná exigiram explicações da diretoria sobre a falta de pagamentos de salários e tiveram respostas. Porém, vagas, sem prazos e soluções. Correndo contra o tempo para evitar uma greve prometida pelo grupo para a próxima semana, o presidente Rubens Bohlen garante que está buscando recursos com empresários, acelerar liberação de dinheiro bloqueado na Justiça e venda de jogadores.

"Nós estamos buscando a solução. Desde domingo estamos trabalhando nessa situação, vislumbrando algumas possibilidades que estão bem encaminhadas", disse o dirigente, que evitou criticas a atitude dos atletas. "A postura deles é legítima. Felizmente nós vivemos em uma democracia. Eles têm toda a liberdade de se posicionar, assim como a diretoria também tem. É difícil, o momento é complicado. Nós entendemos a situação deles e dos nossos funcionários", completou.

O presidente, no entanto, não deu um prazo para resolver as pendências, já que não tem nada realmente fechado dentre as soluções buscadas e, com isso, o risco de paralisação segue existindo. "Não sou de prometer. Eu gosto de mencionar e transmitir para a nossa torcida quanto tiver algo concreto. Não trabalho em cima de especulações", afirmou.

A situação financeira pode, nas próximas semanas, causar uma debandada de jogadores e até mesmo membros da comissão técnica, algo que, para Rubens Bohlen, não é possível impedir. "Vai da cabeça de cada um, não tem como evitar. Eles podem fazer isso. Mas eu acredito e confio na capacidade desses jogadores, assim como no treinador. Eles sabem, também, quem está aqui. Convivem e sofrem conosco", concluiu.

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