Técnico já havia levantado a taça em 2008. Agora, soma dois títulos, ambos por clubes que nunca tinham ganhado o torneio

Conhecido pelo apelido de "Patón", o técnico argentino Edgardo Bauza já havia sentido o gosto de conquistar uma Copa Libertadores da América. Em 2008, o experiente comandante foi responsável por levar a surpreendente LDU ao título sobre o Fluminense, nos pênaltis, em pleno Maracanã. Seis anos mais tarde, coube ao treinador trilhar o San Lorenzo rumo ao título inédito da principal competição do futebol sul-americano, ao triunfar sobre o azarão Nacional, no Nuevo Gasómetro, por 1 a 0.

Satisfeito com o triunfo, conquistado com um pênalti convertido por Néstor Ortigoza, Bauza não escondeu a emoção, mas recordou a dificuldade para consolidar o triunfo. "Foi muito sofrido. O time esteve muito nervoso e fez um primeiro tempo ruim. Porém, aparecemos no segundo tempo. Com luta, conseguimos essa alegria imensa e a torcida precisa festejar. É um título histórico", celebrou.

Na primeira etapa, o San Lorenzo foi pressionado pelo Nacional, que adiantou sua marcação e levou perigo nas finalizações de longa distância. Entretanto, em pênalti infantil cometido por Coronel, que tinha sua presença no duelo incerta, Ortigoza deslocou Don e inaugurou o marcador, que persistiu inalterado até o apito final do brasileiro Sandro Meira Ricci.

Com o triunfo, o clube argentino iguala as conquistas de Racing (1967), Argentinos Juniors (1985) e Vélez Sarsfield (1994), e encerra a denominação de único clube expressivo da Argentina a não ter conquistado a América. Neste contexto, o Newell’s Old Boys passa a ser o único clube do país a chegar na decisão do torneio sem jamais tê-lo conquistado.

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