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CEO de Paulo Nobre contesta críticas da torcida, minimiza falta de patrocinador master e enaltece "Palmeiras na TV"

Na noite dessa segunda-feira, a Mancha Alviverde organizou protesto, com adesão até de quem não é membro da uniformizada, foi à casa do presidente Paulo Nobre para cobrar a saída de José Carlos Brunoro. O diretor executivo, no entanto, avisa que também sofre com a situação do Palmeiras , que não vence há oito rodadas no Brasileiro e está a um ponto da zona de rebaixamento, mas confia no planejamento.

Brunoro diz que sofre com situação do Palmeiras
Divulgação/Palmeiras
Brunoro diz que sofre com situação do Palmeiras

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"Acham que não sofro? É claro que sofro, faz parte do meu trabalho. Mas eu, o Paulo e a direção toda sabemos o rumo que o clube está tomando: queremos o Palmeiras forte perenemente. Pior é não saber para onde quer ir", falou Brunoro ao Sportv . "Recebo mensagens me pedindo para jogar no lixo a austeridade, mas o que o Palmeiras tem é responsabilidade. Falam sempre que não tem elenco nem jogador, só que o profissional pensa com a cabeça fria."

O mesmo profissionalismo é o argumento do diretor para falar dos cerca de R$ 100 milhões de empréstimos feitos por Nobre repassados ao clube, e que devem ser cobrados nas receitas dos próximos anos. Como defesa do criticado departamento de marketing, Brunoro continua citando os planos de sócio-torcedor, o licenciamento de produtos oficiais e a TV Palmeiras na internet, poucas ações de sucesso em meio à falta de patrocinadores na camisa.

E é por falta de dinheiro que jogadores renomados não chegarão, como pede torcedores. "Sou muito frio. Eu gostaria de ter o Ronaldinho Gaúcho, um grande ídolo, mas só o traria se ele fosse autofinanciável. Eu não faria o clube financiá-lo e não posso me comprometer com um salário com o jogador para, depois, ver se consigo um patrocinador. E se eu não conseguir?", indagou Brunoro.

"Vivemos dois ciclos, com Kleina e o treinador argentino. Neste segundo ciclo, por questões econômicas, trouxemos alguns jogadores de outros países que, em teoria, têm um salário um pouco menor. Infelizmente, não conseguimos fazer isso na janela quando se parou e tivemos que fazer com o barco andando. Dou razão, parece que não houve planejamento. Mas foram questões casuais para contratar os jogadores requeridos pelo treinador", prosseguiu.

Desta forma, o técnico Ricardo Gareca, que acaba de receber quatro jogadores argentinos que solicitou, tem que apostar ainda mais nas categorias de base. "Em 2015, queremos que seja regra: o terceiro jogador de cada posição precisa ser da base obrigatoriamente. Senão, não tem sentido fazer base. E a primeira coisa que o Gareca pediu quando chegou é ter dois jogadores por posição, não precisa contratar um terceiro", falou Brunoro.

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