Duelo foi válido pelo Grupo B, que também conta com China, Equador e o Valencia

Estreando no Torneio de Cotif, em Valência-ESP, a seleção brasileira sub 20 deixou a desejar e empatou por 1 a 1 com o Catar. O camisa 10 Akram Hassan inaugurou o placar em favor dos supreendentes asiáticos, na segunda etapa, mas viu Gabriel, em resposta imediata, decretar a igualdade. O duelo, disputado em gramado sintético e com dois tempos de 35 minutos, foi válido pelo Grupo B, que também conta com China, Equador e o clube homônimo à província, que disputa a elite espanhola.

Precisando de afirmação no curto campeonato, a representação verde e amarela volta a campo na quinta-feira, diante da seleção sul-americana, que triunfou sobre a equipe hispânica na estreia, por 2 a 0.

Pouca técnica e frustração

Para o duelo inaugural, Alexandre Gallo formatou a equipe no 4-3-3, com Marcos; Auro, Lucão, Eduardo e Pará; Danilo, Matheus Biteco e Boschilia; Thalles, Gabriel e Yuri Mamute. Entretanto, mesmo com o amplo favoritismo, os canarinhos não empolgaram.

Surpreendentemente, a primeira chance de gol foi do Catar. Logo aos sete minutos, após receber ligação direta do goleiro Yousof Hassan, Akram Hassan tentou encobrir Marcos, atleta do Fluminense, com um toque de cobertura, mas errou o alvo. Com 15 jogados, o centroavante botafoguense Yuri Mamute invadiu a área e chutou cruzado. Entretanto, viu a bola percorrer a área adversária e quase sair pela linha lateral.

Diante de uma equipe compacta, configurada no 4-5-1, o Brasil tentou avançar pelas pontas. Quando o relógio apontou a marca dos 21, Pará, que defende o Bahia, escapou pela ponta esquerda, foi à linha de fundo e cruzou na medida. Porém, o vascaíno Thalles acabou travado no momento da finalização.

Substituições e bolas na rede

Insatisfeito, o técnico Alexandre Gallo sacou o são-paulino Boschilia e o volante Danilo, que defende o Braga-POR, para as respectivas entradas de Nathan (Atlético-PR) e Lorran (Vasco). Entretanto, o Brasil acabou surpreendido aos nove minutos. O lateral Auro cometeu pênalti em Akram Hassan e viu o camisa 10 cobrar com maestria, sem dar chances para Marcos.

Contudo, a surpreendente vantagem asiática durou pouco. Thalles fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Gabriel, que fez jus ao apelido que recebeu na base do Santos, completando com oportunismo, tirando Yousof Hassan da jogada.

Com a igualdade em mãos, os torcedores esperavam que a representação verde e amarela tomasse uma postura mais incisiva, pressionando os adversários. Mas, não foi o que ocorreu. O Catar pressionou e quase conquistou o triunfo, não fosse intervenção providencial de Matheus Biteco, que evitou conclusão cara a cara de Ali após chute de Akram Hassan, o destaque do compromisso.

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