Time está sem vencer há sete rodadas do Campeonato Brasileiro e está apenas com quatro pontos a mais do que tinha há dois anos, na mesma 13ª rodada. Retrospecto na época não foi suficiente para evitar a segunda queda

O Palmeiras não vence há sete rodadas no Campeonato Brasileiro e o risco de rebaixamento já começa a assombrar o clima dentro do clube. O medo de cair pela terceira vez em 12 anos e manchar o centenário, a ser completado no próximo dia 26, é assunto entre os jogadores do elenco. Por esse motivo, priorizar uma única competição, como foi em 2012 com a Copa do Brasil, está fora dos planos de Ricardo Gareca.

Gareca não esconde a decepção com desempenho do time
Friedemann Vogel/Getty Images
Gareca não esconde a decepção com desempenho do time

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Embora o próximo compromisso seja com o Avaí, na Copa do Brasil, a situação no Brasileirão é que tem incomodado. Atualmente na 14ª posição, com 14 pontos, o Palmeiras só está quatro pontos a frente do desempenho que culminou no rebaixamento há dois anos. À época, a equipe estava no 18º lugar com dez pontos. Alguma semelhança? Não para Wendel.

“Nós entramos em todos os campeonatos com o pensamento igual: visando a vitória. Entendemos que o momento não é bom, estamos ansiosos para vencer no Brasileirão. Temos de jogar natural. Assim como amanhã, contra o Avaí, e também domingo contra o Atlético-MG nós acreditamos que podemos fazer um grande jogo e buscar a vitória”, disse o volante.

“Temos quatro pontos na frente hoje, já faz diferença. O rebaixamento em 2012 serve como lição e sabemos que temos de abrir os olhos. Estamos mais ligados. Esse ano vai ser diferente e vamos melhorar a cada dia”, completou o jogador que está há mais de uma década no clube e recentemente teve o vínculo renovado.

Naquele ano, o Palmeiras iniciou bem a temporada, mas acabou eliminado nas oitavas de final do Paulistão para o Guarani. A redenção aconteceu mais tarde com a conquista invicta do título da Copa do Brasil, sob a liderança de Luiz Felipe Scolari. Porém, a partir daí, o time que já oscilava nas últimas colocações passou a adiar a cada rodada a reação.

O cenário da tragédia começou a ser construído em setembro, quando Felipão não resistiu à derrota por 3 a 1 para o Vasco, em São Januário, e abandonou o time no dia 12 de setembro. O time passou pelas mãos do interino Narciso e acabou na Série B em novembro com Gilson Kleina. Para evitar nova decepção, o pensamento é ser positivo e engrenar uma sequência positiva. Hoje a diferença para o último colocado do G4, o Corinthians, é de dez pontos.

“Temos 13 jogos. Ainda está no início e é hora de mudarmos nossa atitude. Temos a experiência com que aconteceu e o apoio da torcida, então vamos continuar lutando. Em 2012, deixou-se o Campeonato Brasileiro um pouco de lado, priorizou a Copa do Brasil, e agora sabemos que não pode acontecemos mais. Temos de fazer diferente”, encerrou.

Com 35% de aproveitamento no Brasileirão, Ricardo Gareca terá de quebrar a cabeça para evitar nova vergonha do Palmeiras, em pleno ano em que o clube completa 100 anos.

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