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Meia chileno é aguardado em São Paulo desde o fim das negociações frustradas com o Al Fujairah, dos Emirados Árabes

Valdivia em treino do Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Valdivia em treino do Palmeiras

O empresário Osório Furlan Júnior, que ajudou o Palmeiras a repatriar Valdivia em 2010 e possui 36% dos direitos econômicos do jogador, também deseja saber o paradeiro do jogador, que é aguardado em São Paulo desde o fim das negociações frustradas com o Al Fujairah, dos Emirados Árabes Unidos. Osório diz ter tentado, sem sucesso, conversar com Wagner Ribeiro, empresário do Mago, nos últimos dias.

"A gente não consegue falar com ele (Wagner Ribeiro). Falei com ele na sexta-feira da semana retrasada, e depois não consegui nenhum contato. Falei com o André Sica (advogado do Palmeiras), e ele também não me respondeu. Tentei falar com diretores do Palmeiras, e deu caixa-postal", disse Osório em entrevista à Rádio Transamérica.

Valdivia chegou a tirar fotos com o uniforme do Al Fujairah, mas não assinou contrato. Segundo Osório Furlan Júnior, a equipe asiática teria desistido do negócio por causa de uma cláusula no contrato do chileno.

"O que eu sei é que o Valdivia não acertou por causa da multa de 2 milhões de euros (imposta pelo Al Ain, clube que vendeu o Mago ao Verdão em 2010 e exigiu o pagamento do valor em caso de transferência do jogador para outro time dos Emirados Árabes). No e-mail que recebi do departamento jurídico do Palmeiras dia 14 de julho, disseram que o Al Fujairah tinha aceitado pagar a multa. Mas parece que no último momento o clube de lá não honrou com essa multa", disse.

Em entrevista concedida ao programa Mesa Redonda , da TV Gazeta, no último domingo, o diretor executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro, estipulou o prazo de uma semana para Valdivia se reapresentar e dar explicações sobre as negociações nos Emirados.

Com a esperança de que surja algum time europeu interessado em contratar Valdivia para recuperar parte do dinheiro investido no meia, Osório Furlan Júnior se sente enganado pelo Palmeiras.

"Quando autorizei a compra, disse bem claramente ao Belluzzo (Luiz Gonzaga, presidente do Palmeiras à época da contratação) que fizessem exames médicos minuciosos para saber se o Valdivia estava apto a jogar. Recebi um documento do Palmeiras atestando que sim. Na sequência, todos viram que ele não estava", completou.

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