Apesar de não vencer há sete rodadas e estar a três pontos da zona de rebaixamento, time paulista não tem nenhuma chance de cair, pelo menos na opinião do diretor executivo do clube

Brunoro confia no trabalho do argentino Gareca
Friedemann Vogel/Getty Images
Brunoro confia no trabalho do argentino Gareca

O Palmeiras não vence há sete rodadas, não conseguiu ir além de um empate diante do Bahia, penúltimo colocado, em Pacaembu com mais de 15 mil pagantes, e já acumula sete derrotas em 13 jogos no Brasileiro, estando a três pontos da zona de rebaixamento. Mas José Carlos Brunoro assegura: o time não cairá no ano do centenário do clube.

"O Palmeiras está no rumo certo. Não vai cair, podem ter certeza disso. Esse time não corre risco de rebaixamento, falo isso tranquilamente", disse o diretor executivo durante sua participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, nesse domingo.

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O dirigente só não quis se arriscar quando a equipe mostrará evolução com resultados. "Não vou dar prazo, mas, daqui a pouco, o time vai jogar muito bem", apostou, sonhando alto. "Garanto que será um time competitivo e, dentro da realidade do futebol brasileiro, se briga mais lá em cima com um time competitivo", afirmou.

Paciência é o pedido em relação a Ricardo Gareca, técnico que só somou um ponto em quatro jogos no Brasileiro e venceu apenas na Copa do Brasil, diante do Avaí, da segunda divisão, e em amistoso diante de uma Fiorentina sem seus principais nomes. "Trouxemos um técnico argentino e, se não der tempo, como ele vai aplicar as suas ideias?", indagou Brunoro.

"Com esse calendário no Brasil, você treina as partes tática e técnica, no máximo, duas vezes por semana. Temos que analisar um pouco isso. O time que cai trocou de técnico três, quatro vezes, e o campeão tem o mesmo técnico há um ano e pouco, dois anos", opinou, colocando-se à disposição do treinador, e confiando em seu trabalho. "Tenho conversado com a comissão técnica para ver que tipo de apoio precisam para transmitir aos jogadores. O Gareca acha que, em um ou dois resultados positivos, isso acaba e quer estar muito ligado ao grupo", contou.

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O diretor ainda defendeu Tobio, Mouche e Allione, argentinos recém-contratados. "Formamos o time com uma mentalidade diferente, trouxemos três jogadores argentinos importantes anexados ao que o elenco tem e acreditamos no que o técnico está querendo. Se dermos tempo ao treinador, ele vai trabalhar muito bem. E esses jogadores também vão jogar bem. É uma questão de adaptação ao país e tem uma série de questões atrás disso, como apartamento, família", alegou.

Brunoro ainda se orgulha por ver o goleiro Fábio, o zagueiro Wellington, o lateral-esquerdo Victor Luis e o volante Renato, todos formados nas categorias de base do clube, jogando regularmente, independentemente de parecer falta de opção no elenco. "Isso não é problema, é mérito. Faz parte do planejamento e nunca aconteceu isso no Palmeiras, que tinha uma base que não era muito aproveitada", lembrou.

Contratações

Se Facundo Ferreyra acertou com o inglês Newcastle e Lucas Pratto e Jonathan Cristaldo são negociações complicadas, o Palmeiras vai atrás de uma alternativa brasileira para o ataque. Livre após sair do time B do Real Madrid, Willian José, ex-São Paulo, Santos e categorias de base da seleção brasileira, negocia com o time paulista.

"O Willian José é um jogador que temos interesse", confirmou o diretor executivo José, sem dar mais detalhes sobre a negociação. "Temos interesse", limitou-se a dizer.

Willian José seria uma opção mais viável e barata do que Lucas Pratto, do Vélez Sarsfield, e Jonathan Cristaldo, do Metalist, da Ucrânia, ambos atacantes argentinos que trabalharam com Ricardo Gareca e que foram indicados pelo treinador, mas são transações com valores complicados para a situação financeira palmeirense.

A mesma explicação se dá para Cleiton Xavier. Próximo do presidente Paulo Nobre desde que tratou lesão na Academia de Futebol no ano passado, o meia já disse que aceita voltar para o Palmeiras, mas não está disposto a brigar com o Metalist para romper seu contrato, que acaba em 2017. Assim, por enquanto, o negócio só andaria com o pagamento de 6 milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões), quantia complicada até para qualquer investidor por se tratar de um atleta de 31 anos.

"Não digo que não tem chance porque é um sonho antigo nosso trazer o Cleiton de volta, mas é bem difícil. Os clubes da Ucrânia têm muito dinheiro e, às vezes, não admitem nem conversar", relatou Brunoro.

Brunoro também adianta que o meia precisa aceitar um salário menor para voltar. "Não falo só do Cleiton, mas, de um modo geral, o jogador que está lá fora diz que quer voltar, se vende bacana para a torcida, e não reduz o salário. E é irresponsável e impossível pagar os salários da Ucrânia", ressaltou.

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