Atacante diz que tem de mostrar serviço, mas espera que fim de jejum o credencie para iniciar o jogo contra o Bahia

Ricardo Gareca sempre diz não fazer nada diferente do que é comum para qualquer brasileiro, mas suas inovações no Palmeiras são claras. Os treinos técnicos têm entradas duras e disputas acirradas em qualquer jogada e, para Leandro, isso ocorre porque o time já trabalha na filosofia argentina. Embora o atacante alegue não compreender o chefe.

Jogadores do Palmeiras comemoram o gol de Leandro diante da Fiorentina
Wagner Carmo/Inovafoto/Gazeta Press
Jogadores do Palmeiras comemoram o gol de Leandro diante da Fiorentina

"Cabeça de treinador ninguém entende. Não sei o que ele pensa. Só sei que temos que respeitar a opinião dele e quem ele quiser colocar para jogar", disse o atacante, escolhido para dar entrevista coletiva nesta sexta-feira e, aparentemente, pouco compreendendo porque treinou como titular após ter encerrado na quarta-feira um jejum de mais de três meses sem fazer gol.

Mais do que a cabeleira longa pouco vista em técnicos no Brasil, Gareca chama atenção com seus treinamentos. Nesta sexta-feira, por exemplo, fez flexões e abdominais usando a bola como parte do exercício individual, como se ainda fosse atleta. Logo depois, o ex-atacante fez questão de usar seus auxiliares para aprimorar os fundamentos do zagueiro Thiago Martins e do atacante Érik, ambos jovens membros do elenco.

Os titulares e reservas já tinham realizado atividade técnica de alta intensidade, com divididas duras, mais fortes até do quem em alguns jogos. "Com treinador novo, é sempre assim, todos querem mostrar serviço e que podem jogar. Mas pesa também o fato de ele ser argentino e gostar do treino com as características da Argentina, mais pegado, mais firme. Estamos nos adaptando muito bem a isso", disse Leandro.

Em relação à movimentação tática, a insistência é pela aproximação da linha de defesa ao meio-campo, para bloquear os espaços dos adversários, exigindo também ajuda permanente dos atacantes na marcação. "Não sei se ele usava essas características no último time dele, mas nos quer jogando assim", contou Leandro.

Por enquanto, em cinco jogos, Gareca só venceu o Avaí, pela Copa do Brasil, e a Fiorentina, em torneio amistoso, acumulando derrota nas três partidas que disputou pelo Brasileiro. Mas a esperança do Palmeiras, a três pontos da zona de rebaixamento na liga nacional, é que o argentino repita o desempenho que rendeu quatro títulos em cinco anos no Vélez Sarsfield até dezembro de 2013.

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