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Solicitação para que os torcedores não usem o transporte público para irem ao Itaquerão não é bem recebida no clube

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

A Polícia Militar pediu para a torcida do Palmeiras não usarem o transporte público para irem no domingo ao Itaquerão, onde o time encara o rival Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. A solicitação não foi bem recebida pelo presidente do clube, Paulo Nobre. Nesta sexta-feira, ele emitiu uma nota repudiando a orientação, alegando "segregação" e "transferência de responsabilidade".

"O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, vem a público repudiar a decisão da Polícia Militar de São Paulo de segregar a torcida palmeirense alegando que não conseguirá garantir segurança no metrô àqueles que forem assistir ao clássico contra o Corinthians, no próximo domingo", disse o texto divulgado pelo clube.

Na mensagem, o Palmeiras disse esperar da Polícia o papel de garantir a segurança dos cidadãos, não concordando com a "transferência de responsabilidades". Os mandatários ainda se solidarizaram com os torcedores e informaram o contato com o 2º Batalhão de Choque, em busca de uma solução para o problema.

Organizada garante presença no metrô - Em comunicado publicado nas redes sociais, a Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, ressaltou que não conseguiu fretar ônibus suficientes para levar seus integrantes à Arena Corinthians, em Itaquera. Assim, expôs que todos irão de metrô ao bairro da zona leste.

A Mancha ressaltou que sairá da estação Palmeiras-Barra Funda (linha vermelha) às 10 horas (de Brasília) deste domingo, escoltada pela Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 2º Batalhão de Choque.

No clássico inaugural da Arena Corinthians, os palmeirenses contam com 2.100 ingressos, cerca de 400 deles à disposição da diretoria, bem como ações de marketing. A Polícia Militar espera 37 mil pessoas na partida, válida pela elite nacional.

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