Líderes do movimento como Paulo André, D'Alessandro, Alex e Ruy Cabeção se pronunciaram a respeito da entidade

Paulo André postou uma foto em seu Facebook pedindo democracia na CBF
Reprodução/Facebook
Paulo André postou uma foto em seu Facebook pedindo democracia na CBF

Nesta quarta-feira, membros do movimento Bom Senso FC utilizaram as redes sociais para protestar, exigindo democracia no regime administrativo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Um dos líderes da causa, o zagueiro Paulo André, que defende o Shangai Shenhua-CHI, foi detentor da manifestação mais incisiva. Alex, do Coritiba , D’Alessandro, meia do Internacional , e Ruy Cabeção, que defende as cores do Mixto-MT, também mostraram apoio.

"Quem estiver insatisfeito com a CBF (dos Teixeiras e dos Marins), mostre sua indignação e peça democracia já. Esta semana é decisiva já que a presidente Dilma receberá os clubes de futebol, em Brasília. O assunto é o parcelamento da dívida fiscal que chega a R$ 4 bilhões. Independente da escolha do treinador e do coordenador da CBF, cargos que são limitados apenas às decisões da seleção, a Presidente e o Congresso Nacional têm uma importante decisão a tomar. Desenvolver e modernizar o esporte e o futebol brasileiro ou deixar tudo como está", sintetizou o ex-corintiano.

O Bom Senso FC espera que o governo pressione os dirigentes para condicionar o parcelamento da dívida fiscal dos clubes, com o fortalecimento da Lei de Responsabilidade (LRFE). Entretanto, a esfera de ação do movimento não se limitou às questões financeiras. No mês de março, o grupo de jogadores apresentou a proposta de um calendário com menos jogos para os grandes e que premie as equipes de expressão diminuta com mais compromissos. A ideia é vinculada com a criação da Série E do Campeonato Brasileiro , com 452 times, transformando os campeonatos estaduais em formato eliminatório, aos moldes da Copa do Mundo .

No período que antecedeu o Mundial de 2014, jogadores ligados ao Bom Senso FC foram recebidos pela presidente Dilma Rousseff em Brasília, a pedidos da mandatária petista. Entretanto, desde o encontro, não houve iminência de alteração na dinâmica do futebol nacional.

Confira, na íntegra, o texto exposto por Paulo André:

"Quem estiver insatisfeito com a CBF (dos Teixeiras e dos Marins), mostre sua indignação e peça democracia, já! Esta semana é decisiva já que a Presidente Dilma receberá os clubes de futebol, em Brasília. O assunto é o parcelamento da dívida fiscal que chega a R$4 bilhões. Independente da escolha do treinador e do coordenador da CBF, cargos que são limitados apenas às decisões da Seleção, a Presidente e o Congresso Nacional têm uma importante decisão a tomar. Desenvolver e modernizar o esporte e o futebol brasileiro ou deixar tudo como está.

Se optarem por modernizar, precisam pressionar os dirigentes e condicionar o parcelamento da dívida fiscal dos clubes com (1) o fortalecimento da LRFE e (2) a democratização da CBF. Todos nós queremos uma entidade mais democrática, onde os jogadores, as jogadoras, os atletas do beach soccer, os treinadores, os executivos do futebol, os preparadores físicos, os árbitros e os torcedores tenham voz e possam participar das principais discussões do nosso futebol. O futebol brasileiro não pode ter um dono, ele é patrimônio do povo. #DemocracianaCBFjá"

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