Paulo Nobre diz que faz sua parte, mas não comenta sobre possíveis reforços. Ele não demonstra confiança em ter o Allianz Parque para o centenário

Em fim de mandato, Paulo Nobre parece tentar se eximir de culpa. O presidente inicia seu último semestre garantido no cargo do Palmeiras e mantém a política de não prometer nada, nem se chegarão mais jogadores ou se há chances de o Allianz Parque ser reinaugurado na temporada do centenário do clube. Ainda assim, diz fazer sua parte.

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Paulo Nobre não comenta sobre possíveis reforços e diz estar atento ao mercado
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Paulo Nobre não comenta sobre possíveis reforços e diz estar atento ao mercado

Para o dirigente, cumprir a sua missão é não discutir a qualidade do elenco que não vence há cinco jogos. "A parte técnica é com o Ricardo Gareca. Como presidente, faço a minha parte e eles fazem a deles", afirmou, tirando de si qualquer responsabilidade até no número de reforços que podem chegar.

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"Essa administração não fala nem sobre negociações que podem nunca ter entrado em curso. Só falo que o Palmeiras está aberto para qualquer bom jogador do mundo inteiro que possa vir e o Palmeiras possa trazer com responsabilidade financeira, tanto estrangeiro quanto brasileiro", afirmou.

A esperança da torcida é que Ricardo Gareca ouça internamente informações mais animadoras. O treinador reforçou a necessidade de contratações na entrevista coletiva após perder sua estreia no clube para o Santos, na quinta-feira, e espera definições em relação ao meia Maxi Moralez, do Atalanta, e os atacantes Lucas Pratto, do Vélez Sarsfield, e Facundo Ferreyra, do Shakhtar Donetsk, algumas de suas solicitações.

Enquanto mais ninguém chega, Nobre se defende dizendo que nunca parou de procurar novos jogadores. "Estamos sempre em cima do mercado, constantemente trabalhando não só durante a Copa do Mundo, como também fizemos durante a Copa das Confederações do ano passado. Desde o primeiro dia deste mandato, estamos atentos a jogadores que podem vir. Não existe grupo fechado para uma eventual venda nem para a vinda de um novo reforço", discursou.Paulo Nobre apenas se recusa a concordar quem coloca o Verdão, 12º colocado do Brasileiro e a cinco pontos da zona de rebaixamento, entre os candidatos a somente lutar para não vair. "Não trabalhamos com a hipótese de rebaixamento. Tentamos montar o melhor time possível para honrar as cores do Palmeiras", avisou, embora prometendo pouco.

À espera de contratações, a torcida também anseia por um estádio. Mas Nobre não sabe nem se terá a condição de ver um jogo no Palestra Itália como presidente. O dirigente entrou em disputa judicial com a WTorre, responsável pela obra no estádio que já dura quatro anos, e se recusa a arriscar quando a arena será reaberta. "Espero que o quanto antes. Sou sempre otimista e espero que tenhamos nosso estádio neste ano", declarou.

Sem prometer nada, Paulo Nobre chega ao seu último semestre no mandato sob críticas. Sócios, que terão direito a voto na próxima eleição, reclamam do aumento da mensalidade, enquanto no futebol o dirigente sempre se manteve próximo, mas só conseguiu vencer a Série B, arrumando empréstimos milionários em seu nome para contratar atletas contestáveis, além de não ter segurado Barcos, Henrique, Alan Kardec e Valdivia. O aumento no número de sócios-torcedores é um de seus poucos trunfos na tentativa de ser reeleito.

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