Corrida presidencial já começou dentro do clube, e com o fim do Mundial grupos políticos devem confirmar seus candidatos

O afastamento de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, em agosto do ano passado, causou uma verdadeira efervescência na política do Santos. Desde então, Odílio Rodrigues assumiu o cargo de presidente e provocou uma revolução nos departamentos do clube ao demitir profissionais contratados pelo ex-presidente. Grupos opositores ganharam força e agora pedem o fim do Comitê Gestor criado em 2011. O processo para a eleição do próximo mandatário já está em curso e promete polêmicas. A partir desta segunda-feira, o iG Esporte publicará uma série com perfil de cada grupo político e suas principais propostas.

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Odílio Rodrigues, presidente do Santos
Flickr/Santos F.C.
Odílio Rodrigues, presidente do Santos

Nos bastidores, as associações articulam o lançamento de suas respectivas chapas. A primeira a confirmar o pré-candidato foi a ONG Santos Vivo que terá José Carlos Peres, empresário e fundador do grupo opositor. Resgate Santista, Terceira Via Santista e Santos Sempre Santos, todas da oposição, além da Eu Sou Santos, da situação, devem lançar em breve seus escolhidos.

A racha política do Santos começou ainda em 2011, quando o Conselho Deliberativo do clube aprovou a mudança do estatuto, e o Comitê Gestor foi criado. A partir daí, a Resgaste Santista – que apoiou a reeleição de Luis Álvaro – começou a ter problemas com a diretoria, e alguns membros deixaram o grupo para a fundação da Eu Sou Santos em novembro de 2012. Em julho de 2013, a Resgate resolveu, oficialmente, romper com a atual gestão.

A administração do Santos passou por um período bastante conturbado no ano passado. Por causa de doenças no coração e pulmão, o presidente Luis Álvaro se manteve boa parte do tempo ausente das funções, e o vice Odílio Rodrigues foi quem assumiu as rédeas. Em entrevista ao site da ESPN, o ex-cartola afirmou “não ter recebido uma única consulta” sobre as decisões do clube durante o tempo em que esteve afastado.

As saídas do técnico Muricy Ramalho e do preparador de goleiros Oscar Rodrigues foram os primeiros passos na reformulação iniciada por Odílio. Depois, foi a vez dos advogados João Vicente Gazolla e Fábio Gonzalez deixarem o departamento jurídico, hoje assumido por Cristiano Caús. Em seguida, Felipe Faro, então superintendente de esportes, Nei Pandolfo, gerente de futebol, e Armênio Neto, diretor de marketing, deixaram o clube.

Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro
Francisco De Laurentiis
Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro

A mudança foi tamanha que nem mesmo a assessoria de imprensa escapou. Dias depois de o clube  Kamila Malynowskyj, assessora de Luis Álvaro, pediu as contas, assim como o gerente Arnaldo Hase, e Fábio Maradei que também se desligou após desentendimento com membros do Comitê Gestor. Atualmente, o departamento de comunicação é terceirizado pela S2 Publicom e gerenciado por Jorge Gutierrez.

Estatutariamente, Luís Álvaro deveria reassumir o cargo em agosto deste ano, já que a licença médica era válida por 12 meses, mas no último mês de maio ele renunciou e desligou-se oficialmente das atividades.

A reportagem tentou contato com o presidente em exercício do Santos, Odílio Rodrigues, mas não foi atendida pela assessoria de imprensa do clube.

Como funcionam as eleições no Santos

A Comissão Eleitoral presidida pelo conselheiro Ricardo de Oliveira Campanário se reuniu com o Conselho Deliberativo para discutir as normas paras as próximas eleições. Em pauta estava o voto pela internet, que pode ser implantada segundo prevê o estatuto do clube.

Vale esclarecer também que os grupos têm prazo para registrar suas chapas e devem fazê-las com até 20 dias antes da realização da assembleia. A Assembleia Geral deverá ser convocada com 30 dias de antecedência e realizada em “um sábado ou domingo na primeira quinzena do mês de dezembro” para eleger a nova direção. A votação tem de ter oito horas da duração, das 10h às 18h.

Todos os associados, maiores de 18 anos e com ao menos um ano no quadro associativo, terão direito a voto. Não participam aqueles que são da categoria dependente e que não estão com a mensalidade em dia.

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