Clube estaria em atraso há dois meses com algumas promessas e que teria buscado empréstimo para solucionar as situações

Os problemas financeiros do Santos têm aparecido com evidência neste ano. O clube segue sem um patrocinador máster, ainda não tem em mãos a CND (Certidão Negativa de Débito), teve problemas para saldar os direitos de imagem de Mena e Cícero no início do ano. Agora, o assunto é a famosa base do clube de Vila Belmiro.

A informação é que o Santos estaria em atraso há dois meses com algumas promessas e que teria buscado empréstimo bancário para solucionar as situações. No entanto, a transação foi recusada por três bancos.

A solução então pode ser a BWA, que tem como uma de suas divisões, a Ingresso Fácil, do mercado de confecção, venda e distribuição de bilhetes em estádios de futebol e eventos como Carnaval, além de gerir e administrar as Arenas Castelão, em Fortaleza, e Independência, em Minas Gerais.

O Peixe deve solicitar R$ 10 milhões nos próximos dias e o dinheiro deve ser liberado ao alvinegro praiano. A verba teria como alvo justamente as categorias de base, sempre encaradas como o que há de mais precioso no Santos.

Via assessoria de imprensa, nesta sexta-feira, o clube garante que "nunca pediu qualquer tostão a BWA, ou a qualquer fornecedor e prestador de serviço", antes de afirmar que "não procede" a notícia sobre os atrasos salariais.

A BWA é uma empresa que esteve envolvida em investigações recentemente, mas ainda tem contrato com muitos clubes brasileiros, inclusive o Santos.

O Peixe é patrocinado por uma escola de idiomas, que estampa sua marca nos ombros da camisa, e uma empresa do ramo de tubos e conexões, exposta nas mangas do uniforme. Os acordos rendem ‘apenas’ R$ 10 milhões ao ano, e a ausência de um patrocinador forte, e fixo, há um ano e meio tem contribuído para o déficit de R$ 40,6 milhões apresentado ao Conselho Deliberativo em maio.

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