Setores da torcida organizada fizeram protesto nesta quarta-feira, no intervalo do jogo contra o Atlético-PR, reclamando dos preços que serão aplicados na nova casa corintiana

Poucos dias após o primeiro jogo oficial do Itaquerão, o Corinthians já admite preocupação com o preço dos ingressos no novo estádio, que foram alvo de reclamação da camada popular da torcida corintiana. Nesta quarta-feira, durante a Praticom (Encontro Cásper Líbero de Práticas de Comunicação), realizada no Teatro da Faculdade Cásper Líbero, o gerente de marketing do clube, Alexandre Ferreira, disse que a questão será resolvida com o tempo.

Torcedores do Corinthians protestam ao final do empate com o Atlético-PR, no Canindé
Mauro Horita/Agif/Gazeta Press
Torcedores do Corinthians protestam ao final do empate com o Atlético-PR, no Canindé


"A gente não pode perder a característica história de ser ‘o time do povo’. O estádio foi pensado para agradar a todos. Infelizmente, nesse primeiro jogo não foi possível trabalhar com as arquibancadas provisórias. O clube está aprendendo a trabalhar com o tíquete médio para a Arena. Em jogos de pequeno e médio portes, o preço tende a ficar mais baixo. Mas o Corinthians não decide isso unilateralmente, precisamos do aval da Odebrecht e da Caixa (que, junto com o Corinthians, formam o consórcio que administra o estádio)", afirmou Ferreira.

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No intervalo do jogo entre Corinthians x Atlético-PR , integrantes da Gaviões da Fiel fizeram protestos direcionados ao presidente do clube, Mário Gobbi, e ao ex-presidente Andrés Sanchez, responsável do clube para cuidar dos assuntos ligados ao Itaquerão. Veja o vídeo abaixo:


Além dos ingressos, outra fonte de renda pretendida pelo clube para cobrir os gastos com a construção da Arena (que já teriam ultrapassado a marca de R$ 1 bilhão) é a venda dos naming rights - uma empresa paga determinado valor para dar o nome de sua marca ao estádio. O Corinthians estaria exigindo cerca de R$ 400 milhões por um contrato de 20 anos.

"É nossa maior dor de cabeça no momento (venda dos naming rights). Temos um problema sério, que é nossa imprensa retrógrada: ao mesmo tempo em que cobra profissionalismo dos clubes, não fala o nome da empresa que adquiriu os direitos sobre determinado estádio. Recebemos propostas, mas foram abaixo do que achamos justo. Acreditamos que depois da Copa, quando tudo correr bem e o estádio for divulgado pela imprensa estrangeira, as empresas do exterior se sentirão mais confortáveis", disse Ferreira.

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O clube ainda conta com a receita gerada pela venda dos camarotes do novo estádio, que inicialmente seria feita em sistema de leilão, mas mudou para a forma convencional.

"Como a Fifa pensa o estádio de um jeito e o Corinthians de outro, isso afeta os camarotes. Para você vender o camarote, tem que levar o interessado para conhecer as instalações. Como a gente vai reformá-los após a Copa, a venda foi adiada. Independentemente disso, já estamos conversando com algumas empresas e temos acordos verbais bem encaminhados", declarou Ferreira.

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Para o próximo jogo no Itaquerão - contra o Botafogo, dia 1º de junho -, o Corinthians pretende colocar à venda a capacidade máxima de ingressos do estádio (68 mil lugares). "Se forem abertas, as arquibancadas provisórias serão negociadas a preço popular", garantiu o gerente de marketing do clube.

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