No setor sul do estádio, um torcedor mais exaltado cobrou ofensividade durante segundo tempo do jogo com Figueirense

Fábio Santos, lateral do Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Fábio Santos, lateral do Corinthians

Alguns torcedores hostilizaram Mano Menezes logo no primeiro jogo do Corinthians  em Itaquera, no domingo. No setor sul do estádio, um corintiano mais exaltado cobrou ofensividade durante todo o segundo tempo. Para o lateral esquerdo Fábio Santos, no entanto, não havia motivo para tamanha irritação.

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"O Fagner e eu pouco ficamos na defesa. A equipe do Figueirense estava com quase dez jogadores atrás da linha da bola, só se defendendo", rebateu Fábio Santos, ciente de que o empenho para atacar não é constante. "A postura tática varia muito de um jogo para outro, de como o Mano pede para a gente se comportar. São questões da partida, de achar alternativas."

De fato, o Corinthians pressionou bastante em busca ao menos do gol de empate com o Figueirense. Mano não sacou um de seus dois volantes, mas trocou Fagner pelo meia Danilo e improvisou Guilherme na lateral direita, setor exageradamente explorado por sua equipe. Também apostou nos atacantes Romarinho e Paulinho nos lugares de Luciano e Jadson. Nada adiantou.

Mano geralmente se irrita quando escuta que tem mais disposição defensiva do que ofensiva - ainda mais se a crítica é direcionada ao recuo tático do Corinthians após marcar um gol. Ao superar uma crise no Campeonato Paulista, no entanto, o treinador gaúcho decidiu priorizar o ajuste da sua marcação, e foi bem-sucedido. A meta agora é deixar o ataque eficiente.

Segundo Mano, o maior problema do Corinthians contra o Figueirense não foi estratégico. Ele sentiu os seus jogadores nervosos por estrearem em uma partida oficial o tão aguardado estádio do clube. Fábio Santos concordou com a análise e ainda assegurou que o alerta havia sido dado pelo técnico.

"Todo o mundo criou uma grande expectativa. A gente tratou disso a semana inteira. Foi pedido para a gente esquecer o lado festivo. Era óbvio que a pressão seria grande. Sabíamos disso. O friozinho na barriga atrapalhou. Quem vive no Corinthians tinha noção de que aquele era um momento especial", comentou o lateral esquerdo.

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