Lateral-esquerdo vinha sendo pouco aproveitado na posição de origem e, no ano passado, decidiu se arriscar no meio. A mudança não influenciou e ele acabou se aposentando

Léo não esconde a gratidão pelo Santos . Afinal, os quase dez anos de clube - somando as duas passagens -, fez com que ele se tornasse um representante das arquibancadas tempo de campo. A carreira de jogador acabou, e o lateral agora relembra das fases pelas quais passou na Vila Belmiro e revela o porquê em 2013 resolveu largar a lateral-esquerda para virar meio-campista.

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Léo diz que não teve chances no meio-de-campo
Flickr/Santos F.C.
Léo diz que não teve chances no meio-de-campo


Hoje mais paciente e sereno, Léo reconhece que fez de tudo para voltar ao time do Santos no ano passado, quando ele decidiu deixar a posição de origem para se aventurar no meio-de-campo. A decisão tomada em agosto do ano passado foi uma atitude desesperada de alguém que queria jogar.

"Foi exatamente para ter uma vaga no time. É também uma questão de enxergar certas coisas. E falavam ‘Ah, o Léo não está rendendo na lateral'. Aí chega outro e não rende, e é assim. O torcedor acha que porque um não vai bem, o outro é melhor. Então, eu pensei ‘Quer saber? Eu vou mudar, eu preciso mudar. Deixa eu ir para o meio’. A maioria dos laterais faz isso. Eu quis mudar o foco da minha carreira e fiz isso. Eu não vivo na zona de conforto, eu gosto de desafios. Tive raríssimas oportunidades de mostrar capacidade, mas o futebol é assim", explicou o ex-jogador ao iG Esporte .

E se tem uma palavra para resumir o que foi 2013 para o Léo, essa palavra é "difícil". "Quando eu arrebentei o músculo no jogo contra a Portuguesa passou um filme pela a minha cabeça. Eu tive uma diferença de força muito grande, e isso me atrapalhou muito no Campeonato Paulista. Quando eu recuperei, não deu tempo porque o meu contrato acabou, infelizmente. Fica aquele gostinho de que eu poderia ter jogado, mas Deus sabe o que faz", completou.

Apesar das poucas chances, Léo garante que não está magoado com o técnico Oswaldo de Oliveira. Segundo ele, o treinador é um amigo e sempre foi sincero nas conversas que tiveram na Vila Belmiro.

Maior vencedor da história do Santos após a era Pelé, o ex-lateral esquerdo é o 10ª jogador com mais jogos no clube - com 455 partidas - e detentor de oito conquistas. À reportagem, ele revela o melhor e pior momento no clube.

"O melhor momento para mim no Santos foi de 2002 a 2005, e o pior momento agora. O melhor momento foi porque o time era desacreditado em 2002, fadado à segunda divisão, e nós fomos campeões brasileiros contra os melhores do país. Tiramos o Santos de uma fila de 18 anos, fomos vice do Brasileiro em 2003 e campeão novamente em 2004. E o pior momento é agora porque eu sai dessa forma", encerrou.

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