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Embora tenha apreciado o apoio da torcida e a estrutura do clube, técnico se decepcionou após sua curta passagem

O treinador Caio Júnior participou por telefone do programa Arena Sportv desta quarta-feira e criticou a diretoria do Criciúma. Além disso, revelou que não compreendeu o motivo de sua demissão, uma vez que fora contratado para montar um grupo para o Campeonato Brasileiro.

"Infelizmente pesaram os dois resultados (duas derrotas nas duas primeiras rodadas do Brasileirão). Totalmente incoerente e incompreensível, porque fui contratado para montar uma equipe para o Brasileiro", afirmou.

Embora tenha apreciado o apoio da torcida e a estrutura do clube, se decepcionou após sua curta passagem. "No futebol, o clube não consegue ter uma linha. Eu sou o sexto treinador em pouco mais de um ano. Quando cheguei aqui perguntei quantos jogadores haviam da temporada passada e me disseram que eram apenas dois. Tem que ter sequência. Eu me propus a fazer isso para o clube, coloquei meu nome a favor do clube e me colocaram numa situação que a gente lamenta. Mas é vida que segue e vou torcer para que o torcedor do Criciúma tenha um clube, no futebol, mais organizado", explicou. "Infelizmente, no Criciúma, quem dirige o futebol não é uma pessoa do futebol. Então não dá para conversar sobre isso".

Caio Júnior também relatou como sua demissão foi justificada pela diretoria. "Foi colocado para mim de uma forma bem sucinta, bem curta, que futebol é feito de resultados e os resultados não apareceram. Eu assumi no quadrangular final do Catarinense e não chegamos na final. Mas havia uma proposta de fazer uma reformulação, uma avaliação da equipe".

O treinador ainda se mostrou incomodado com a maneira que as análises do trabalho eram feitas e usou a Chapecoense como exemplo de uma avaliação mais pertinente. "Não é fácil, não se pode planejar. Nossa análise e avaliação são sempre do último jogo. E se ganhar, o que vale é o próximo. O técnico está sempre na berlinda, sempre tendo que provar a cada jogo. Analisa-se pouco o trabalho, isso está se perdendo. É aí que tem que ter pessoas do ramo para analisar o que está sendo feito. Cito o exemplo da Chapecoense, que não se classificou para a final do Estadual, mas está na Série A e seguindo uma linha do treinador (Gilmar Dal Pozzo). Tem que ter convicção no trabalho".

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