Presidente do clube diz que história no Parque São Jorge e proximidade com a diretoria pesou na escolha de Mano

Mário Gobbi, presidente do Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Mário Gobbi, presidente do Corinthians

O presidente do Corinthians , Mário Gobbi, reconstituiu os acontecimentos que levaram à saída do técnico Tite no final de 2013. Em entrevista à Rádio Bandeirantes , ele disse ter recusado um pedido de demissão do gaúcho e explicou que a decisão da não renovação do contrato foi tomada em um momento de temor pelo rebaixamento.

"Chegou uma rodada em que o time ficou a três pontos da zona de rebaixamento. Vi o rebaixamento na minha frente! Reunimos a diretoria e não sabíamos se deveríamos seguir com o Tite ou não. Algumas pessoas da diretoria entenderam que deveríamos trocar. Outros membros entenderam que deveríamos manter. Consultei ainda uma pessoa que respeito muito", contou, referindo-se ao antecessor Andrés Sanchez.

"Entendemos que deveríamos seguir com o Tite até o fim do campeonato. Nesse dia, também decidimos que não renovaríamos o contrato do professor e agiríamos da mesma forma que ele agiu no ano anterior. Só falaríamos sobre renovação depois de o time atingir o número de pontos necessário para não cair", acrescentou, antes de explicar que a posição de Andrés acabou sendo decisiva.

Quando o Corinthians alcançou 48 pontos no Brasileiro, o treinador foi informado de que não seguiria em 2014. A esta altura, o gaúcho estava bastante disposto a permanecer no time pelo qual ganhou praticamente tudo. Antes, porém, terminada a derrota por 4 a 0 para a Portuguesa, ele chegou a pedir para deixar o clube e foi demovido da ideia pelo presidente.

"O Tite pediu demissão, no vestiário, perante os jogadores. Eu imediatamente corri ao CT para aguardar a delegação chegar. Chegou, e eu conversei com ele: ‘Você não vai sair do Corinthians dessa forma’. Disse: ‘Vai sair pela porta da frente, seguir seu trabalho, e vamos rumar para um final de campeonato digno’. Ele ficou, e seguimos vários jogos com ele ainda", recordou Gobbi.

Quando finalmente foi decidido o fim do ciclo, a diretoria discutiu o nome do substituto. Mano Menezes, Abel Braga e Oswaldo de Oliveira foram apontados como candidatos e receberam essa informação, para que não acertassem com nenhum clube antes de consultar o Corinthians. Prevaleceu o primeiro pela história no clube e pela proximidade com a diretoria.

O reinício de Mano na equipe que havia comandado entre 2008 e 2010, porém, vem sendo alvo de críticas. A campanha no Campeonato Paulista foi muito decepcionante, com eliminação na primeira fase - e com uma rodada de antecedência -, mas Mário Gobbi apontou o momento de reconstrução para defendê-lo e lembrou que ele começou a montagem do time que seria campeão mundial com Tite.

"Na gestão do Mano, o Corinthians revelou Castán, André Santos, Elias, Jucilei, Cristian, Ralf, Paulinho... Quero dizer àqueles que têm memória curta que o time campeão da Libertadores tinha sete titulares trazidos e formados pelo Mano. O time campeão do mundo tinha sete titulares trazidos e formados pelo Mano. Fora os que estavam no banco", bradou.

*Com Gazeta

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