Gilson Kleina conversou com o gerente de futebol Omar Feitosa antes de falar sobre a situação do atacante

O técnico Gilson Kleina teve uma longa conversa com o gerente de futebol Omar Feitosa antes de aparecer na sala de imprensa da Academia de Futebol do Palmeiras para conceder entrevista coletiva, no início da noite desta sexta-feira. Não era para menos. À tarde, ele havia comandado um treinamento sem a presença do atacante Alan Kardec, que reclama de gastrite e passou a despertar a cobiça do rival São Paulo em meio ao seu complicado processo de renovação contratual.

Kardec não aparece para treinar no Palmeiras em meio à negociação

"Várias coisas foram conversadas com o Omar. E uma delas é claro que foi o Alan, o seu estado de saúde. Tive o feedback do departamento médico de que ele está sendo tratado, medicado", comentou Kleina, focando a sua preocupação nas condições clínicas do jogador que faltou ao trabalho, e não na negociação por sua permanência. O Benfica emprestou o atacante ao Palmeiras até 30 de junho.

Kleina chegou a relacionar a gastrite de Alan Kardec com o estresse causado pela indefinição sobre o futuro profissional. "Não resta a menor dúvida que isso afeta o lado emocional", disse. Ainda assim, o técnico usou o gol do atacante diante do Criciúma, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, como uma prova de que ele tem conseguido administrar o problema.

Sondagem de brasileiros e pai de Kardec geram apreensão no Palmeiras

Desde aquela partida, contudo, as especulações se intensificaram. Dirigentes do São Paulo fizeram uma proposta para contar com Kardec e admitiram publicamente o interesse na contratação do jogador. A concorrência atrapalhou os planos do presidente palmeirense Paulo Nobre de gastar a menor quantia possível para não perder o homem de referência de sua equipe.

Em meio ao imbróglio, Kleina adotou a mesma postura do colega Muricy Ramalho, do São Paulo, e evitou polemizar com a disputa entre rivais. "Não quero falar sobre especulação. Estamos todos mobilizados para o Kardec permanecer no Palmeiras", declarou, apelando até à identificação do atleta com o seu clube. "Vamos deixar as coisas acontecerem. O Alan está muito adaptado aqui, tentando marcar uma história. Querendo ou não, ele já começou a fazer isso, participando da volta do Palmeiras à elite do futebol brasileiro."

Aidar diz que só procurará Kardec após fim da negociação com o Palmeiras

O certo é que Alan Kardec dificilmente usará o jogo contra o Fluminense, na noite deste sábado, no Pacaembu, na história que ainda pretende construir no Palmeiras. Kleina já se preparou para suprir o desfalque - segundo ele, motivado apenas pela gastrite. "Não estou pensando no limite de sete jogos para ele defender outro clube no Brasileiro, mas em sua saúde. Confio muito nos meus atletas e nos médicos", concluiu o treinador, antes de despejar mais alguns elogios no atacante que está na mira do São Paulo.

No treino desta sexta, sem Kardec, Kleina armou o Palmeiras que enfrenta o Fluminense com três volantes, com Wesley liberado para atacar. "Dessa forma, a gente tem marcação forte e ao mesmo tempo a dinâmica do Wesley. Ele é um volante de chegada, e não de contenção", comentou o treinador, que já não contava com o meia Bruno César, com a coxa direita lesionada.

Assim, o Palmeiras terá a seguinte escalação contra o Fluminense: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Marcelo Oliveira, Josimar, Wesley (Serginho) e Valdivia; Marquinhos Gabriel e Leandro.

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