Meia chileno, no entanto, negou que tenha recebido uma proposta para trocar o clube paulista pelo Flamengo

Com contrato até agosto do ano que vem, Valdivia tem sido alvo de rumores de saída do  Palmeiras . O mais recente o coloca na mira do Flamengo. O meia, no entanto, fala até em se aposentar no clube, mas admitiu que sonha jogar na Europa e não descartou ser negociado depois da Copa do Mundo.

"Gostaria de encerrar a minha carreira no Palmeiras, ter uma nova oportunidade na Europa...", disse o jogador, se contradizendo na entrevista coletiva desta terça-feira e, depois, colocando a permanência no clube como algo que não o desagradaria se não conseguisse voltar ao continente no qual já atuou por Rayo Vallecano, da Espanha, e Servette, da Suíça.

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"Quando falei em encerrar a carreira aqui é porque tenho esse sentimento hoje, no presente. Gostaria de voltar para a Europa, mas não estou desesperado, muito pelo contrário. Jogar no Brasil é muito bom, é um país que está sempre conquistando a Libertadores e estou disputando um campeonato que é um dos mais difíceis do mundo. Estou bem aqui", avisou.

Mas o chileno não deu garantias de que cumprirá seu contrato. "Sempre fui muito claro e não há razão para falar diferente do que penso e sinto no dia a dia. Meu contrato vai até agosto do ano que vem e, até lá, vamos ver o que acontece. Ninguém sabe o que vai acontecer depois da Copa", comentou.

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"Não passa pela minha cabeça que são meus últimos jogos pelo Palmeiras. Estou tranquilo. Depois de muito tempo, venho em uma sequência de jogos e não estou pensando em sair. Quando tiver que sair, vou dizer que estou saindo, mas, por enquanto, não vou fazer isso", avisou.

De qualquer forma, por enquanto, ele não cogita ir para o Flamengo. O camisa 10 soube dos rumores de que Osório Furlan, conselheiro do clube e dono de 36% dos direitos econômicos de Valdivia, o teria oferecido aos cariocas, mas dificilmente aceitaria. "Seria muito difícil deixar o Palmeiras, estou muito identificado com o clube e sua história. Não me vejo jogando em outra equipe brasileira", declarou.

"Não teve (o diretor executivo José Carlos) Brunoro, (o presidente) Paulo Nobre, (o gerente de futebol) Omar Feitosa nem ninguém da diretoria do Palmeiras falando que vai me vender. E ninguém do Flamengo manifestou interesse por mim. Então, não adianta olhar para o futuro. Eu me vejo no Palmeiras disputando o Campeonato Brasileiro", prosseguiu o meia.

"Mão mais leve" nos cartões

Em 13 jogos no ano, Valdivia recebeu oito amarelos, estatística alta para um meia que vira até centroavante por ter responsabilidade reduzida na marcação. Ele admite ter culpa por reclamar demais, mas vê os árbitros predispostos a lhe mostrar o cartão em vez de punir quem comete faltas com a mesma rapidez.

"Tem jogadores que, quando fazem a falta, a mão do juiz vai rapidinho ao bolso para mostrar cartão. Mas, quando recebe, ela demora mais. Sou um deles", disse o chileno, colocando D’Alessandro na mesma condição, citando que o argentino do Inter recebeu no sábado, contra o Vitória, sete faltas seguidas sem nenhum dos rivais serem punidos, mas levou amarelo na primeira infração que cometeu após a sequência.

"Fiz uma falta quase na área do Santos na primeira fase do Paulista e o Luiz Flavio de Oliveira me disse que deu cartão porque cortei um contra-ataque, apesar dos muitos metros de distância até o nosso arco. Contra o Criciúma, o Paulo Baier colocou a bola atrás da marca que o juiz fez com o spray, fiquei um pouquinho mais adiantado da linha da barreira, falei isso para ele e tomei cartão", argumentou.

Valdivia só evitar dizer que é perseguido. "Se você perguntar para três jogadores de cada elenco, a maioria vai falar que se sente perseguido. O D’Alessandro e o Luis Fabiano responderiam isso. Mas não é perseguição", defendeu.

O chileno, porém, pede cartão a quem participa de um rodízio de faltas. "Às vezes, sou injustiçado dentro do jogo em alguns lances. Para o marcador, é muito fácil dar uma porrada, depois vem outro bater... É comum essa troca de jogadores, e tem que ser punida", cobrou.

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