No documento, árbitro da partida contra o Joinville apenas disse que os atletas da Lusa deixaram o campo de jogo. CBJD prevê pena rigorosa

Jogadores da Portuguesa retornam ao vestiário após ordem judicial paralisar partida contra o Joinville
Gazeta Press
Jogadores da Portuguesa retornam ao vestiário após ordem judicial paralisar partida contra o Joinville

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), publicou na tarde desta terça-feira a súmula da partida entre Joinville e Portuguesa, válida pela primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Sem citar a liminar a Justiça paulista que paralisou o jogo, o árbitro Marcos André Gomes da Penha relatou que os jogadores da Lusa abandonaram o campo, mas não indicou W.O.

No documento, o árbitro apenas disse que os atletas da Portuguesa deixaram o campo de jogo. Marcos Rogério Lico, filho do presidente Ilídio Lico, foi a única pessoa citada no documento do juiz da partida, sendo considerado o representante da Lusa.

Paulo Schmitt, procurador do STJD, explicou que a Portuguesa pode até ser excluída da Série B, levando-a diretamente ao rebaixamento à terceira divisão do futebol nacional. Essa medida é prevista pelos artigos 203 e 206 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

Relembre times e jogadores que já abandoram partidas em andamento:

O artigo 206 do documento falar sobre “dar causa ao atraso do início da realização de partida, prova ou equivalente, ou deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida, prova ou equivalente”. A pena prevista é de R$ 100,00 a R$ 1.000,00.

Porém, é especificado que “se o atraso for superior ao tempo previsto no regulamento de competição da respectiva modalidade, o infrator responderá pelas penas previstas no artigo 203”. No parágrafo segundo deste artigo o CBJD é bem claro que “se da infração resultar benefício ou prejuízo desportivo a terceiro, o órgão judicante poderá aplicar a pena de exclusão da competição em disputa”.

Leia o que o árbitro do jogo de Joinville relatou na súmula:

Aos 17 minutos do primeiro tempo, no instante que a partida se encontrava com o placar de 0 a 0, após a marcação de um tiro lateral a favor da equipe do Joinville, subitamente, todos os jogadores da equipe Portuguesa de Desportos abandonaram o campo de jogo, estando a partida paralisada, indo diretamente para o seu respectivo vestiário. Diante dos fatos, solicitei ao 4ª árbitro, o sr. Carlos Eduardo Vieira Areas que se dirigisse ao vestiário da Portuguesa, acompanhado do delegado da partida, sr. Laudir, para que solicitassem o regresso da mencionada equipe ao campo de jogo.

No local, foram recebidos pelo sr. Marcos Rogério Lico, que se identificou como representante da equipe e única pessoa autorizada a falar. O referido dirigente informou-lhes que a equipe da Portuguesa de Desportos não regressaria de forma alguma ao campo de jogo.

Decorridos 30 minutos após a interrupção, ocasionada pelos supramencionados, e com a não (...) de nenhum atleta da Portuguesa de Desportos, informei ao sr. Rafael Diego de Souza, atleta número 4 da equipe do Joinville, que sua equipe poderia se retirar do campo, haja vista que não haveria prosseguimento da partida por por ter a equipe da Portuguesa se recusado a continuar jogando-a.

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