Volante marfinense disse que é pouco conhecido na Europa, enquanto Messi é bastante lembrado na África

Reuters

Yaya Touré, volante do Manchester City
Reprodução/Twitter/Premier League
Yaya Touré, volante do Manchester City

O meio-campista Yaya Touré, do Manchester City, um dos seis indicados ao prêmio de jogador do ano da Associação de Futebolistas Profissionais, disse que teria mais reconhecimento mundial se não fosse africano.

Verdadeiro talismã da seleção da Costa do Marfim, Touré acredita que ele e outros africanos, como o compatriota Didier Drogba, do Galatasaray, e o camaronês Samuel Eto'o, do Chelsea, seriam mais valorizados ao redor do mundo se não fosse por sua origem.

Samir Nasri, seu colega no City, insinuou no mês passado que as coisas seriam diferentes para Touré se ele tivesse nascido na Europa ou na América do Sul.

"Acho que o que Samir disse é absolutamente verdadeiro", declarou Touré ao programa de TV Football Focus, da rede BBC. "Para ser honesto, o devido reconhecimento só veio dos torcedores".

"Não quero ser duro, nem negativo, mas quero ser honesto".

Touré conquistou títulos domésticos na Costa do Marfim, Grécia, Espanha e Inglaterra, além da Liga dos Campeões de 2009 com o Barcelona, mas disse que, apesar do sucesso, não é tão conhecido quanto Lionel Messi, do Barça, ou Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

"Se você for a qualquer lugar da África hoje, as pessoas dirão 'sim, conhecemos (Messi)', mas quando você vem à Europa e diz 'Yaya Touré' as pessoas dizem ‘quem é esse?'", acrescentou.

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