Advogado disse que o clube pediu paulista o adiamento da partida à entidade, mas não obteve resposta alguma

José Luiz Ferreira de Almeida, advogado da Portuguesa , afirmou que a equipe entrou em campo na última sexta-feira, na Arena Joinville, em respeito ao futebol, aos detentores dos direitos de transmissão, ao torcedor e ao Joinville. Ele afirma que pediu um adiamento da partida à CBF, mas não obteve resposta. A Lusa jogou durante apenas 16 minutos, até deixar o gramado , respeitando um pedido do presidente do clube Ilídio Lico.

Ilídio Lico, presidente da Portuguesa
Wagner Meier/Agif/Gazeta Press
Ilídio Lico, presidente da Portuguesa

José diz que o mandatário soube que seria feita uma queixa crime contra a Portuguesa já com a partida em andamento. Um oficial de justiça intimou o delegado do jogo a encerrar o confronto. "Apenas atendemos uma ordem judicial e, mais além, a um pedido de seu torcedor. Quem desrespeitou essa ordem foi a CBF, não nós. A justiça entende que a Portuguesa está na Série A. A culpa é de quem não atendeu a ordem judicial", disse.

O advogado ainda reiterou que a equipe não tinha conhecimento da ação movida pelo torcedor rubor-verde pedindo o retorno da Lusa à Série A do Campeonato Brasileiro, mediante a devolução dos quatro pontos retirados pelo STJD pela escalação irregular de um jogador na última rodada da competição na temporada passada, que culminou com o rebaixamento e com a volta do Fluminense à elite.

"Gostaríamos de esclarecer que a Portuguesa, na data do dia 17 de abril, emitiu um oficio à CBF e nos seus termos gerais ela informa da tutela antecipada de uma ação concedida a um torcedor e que a CBF tinha conhecimento desde o dia 11 de abril, porque apresentou defesa. A justiça manteve a liminar e a Portuguesa, através dessa liminar, manteve seus pontos e foi colocada de volta na Série A. Fica muito claro que não e uma ação nossa, mas uma ação do torcedor. Pedimos que a partida fosse adiada, mas não recebemos resposta, esperamos durante o dia que alguma coisa fosse dita, mas a CBF não se manifestou".

Ignorando a ordem judicial, a Portuguesa entrou em campo pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, mas, mesmo assim, o jogo não aconteceu. Aos 17 minutos, o quarto árbitro recebeu a decisão dos tribunais em mãos e o duelo foi interrompido. Com isso, o juiz Marcos André Gomes da Penha esperou 30 minutos após a paralisação e entregou a súmula em branco, afirmando que a CBF será a responsável por decidir se o confronto será disputado novamente ou se a Lusa perderá por WO.

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