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Oficial de Justiça esteve na Arena Joinville com um mandado e, por isso, jogadores da Lusa voltaram para o vestiário. Árbitro encerrou o duelo após mais de meia hora de paralisação

Partida entre Joinville e Portuguesa foi paralisada por um oficial de Justiça
Gazeta Press
Partida entre Joinville e Portuguesa foi paralisada por um oficial de Justiça

Mesmo com uma liminar obtida por um torcedor que a beneficiava e pedia sua inclusão na elite do Campeonato Brasileiro deste ano, a Portuguesa decidiu entrar em campo na noite desta sexta-feira, contra o Joinville , na rodada de abertura da Série B. Mas a partida durou apenas 17 minutos. 

Um oficial de Justiça apareceu na Arena Joinville com um mandado, sob o argumento de que a liminar foi descumprida, já que não havia sido cassada pela CBF. Após conversar com os dirigentes e os representantes da arbitragem à beira do gramado, veio a ordem para que os jogadores da Portuguesa deixassem o campo. Após 32 minutos de paralisação, o árbitro Marcos Andre Gomes da Penha deu o duelo por encerrado.

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A atitude revoltou os poucos torcedores presentes, que se manifestaram com gritos de "Vergonha". Os técnicos Hemerson Maria, do Joinville, e Argel Fucks, da Lusa, irritados, disseram que a ordem para a parar o duelo partiu do delegado da partida, Laudir Zermiani.

"Chegou um documento de lá (São Paulo) e simplesmente comunicaram que não vão jogar mais. Comunicamos que teriam 30 minutos para voltar ao gramado senão encerraríamos o jogo", explicou Zemiani.

Jogadores da Portuguesa retornam ao vestiário após ordem judicial paralisar partida contra o Joinville
Gazeta Press
Jogadores da Portuguesa retornam ao vestiário após ordem judicial paralisar partida contra o Joinville

"Sou funcionário do clube. É uma decisão do presidente, do departamento de futebol, eu tenho de acatar", afirmou Argel, ao orientar que seus atletas voltassem para o vestiário.

Nereu Martinelli, presidente do Joinville, disse que recebeu uma ligação de pessoas ligadas à CBF, com a orientação de que apenas o presidente da entidade, José Maria Marin, poderia receber e acatar esse mandado judicial, e com isso o jogo poderia ser reiniciado.

Inicialmente, os jogadores do Joinville não deixaram o campo. "A orientação que temos é para manter os atletas em aquecimento, estamos fazendo nossa parte. Existe um problema da Portuguesa com o tribunal, mas não temos nada a ver com isso", chegou a dizer Cesar Sampaio, gerente de futebol do clube catarinense.

No entanto, após 32 minutos de paralisação e a notícia de que a Portuguesa não voltaria ao gramado, o árbitro encerrou o duelo.

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