Em treino de pênalti, dos 11 jogadores apenas cinco acertaram as cobranças, e Oswaldo de Oliveira diz que treinará mais no sábado, no último trabalho da equipe antes da decisão

Oswaldo de Oliveira comanda treino do Santos no CT Rei Pelé
Ivan Storti/Divulgação Santos FC
Oswaldo de Oliveira comanda treino do Santos no CT Rei Pelé

O técnico Oswaldo de Oliveira ergueu as sobrancelhas e arregalou os olhos ao comentar o desempenho dos jogadores do Santos em um treinamento de pênaltis, realizado nesta sexta-feira. Dos 11 titulares, apenas o goleiro Aranha, o volante Alison, o meio-campista Cícero e os atacantes Geuvânio e Thiago Ribeiro converteram as suas cobranças. O título do Campeonato Paulista será decidido assim em caso de vitória por um gol de diferença sobre o Ituano no domingo, no Pacaembu.

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"Mas vamos treinar pênaltis outra vez amanhã, é claro", ressalvou Oswaldo, contendo o susto e tentando tranquilizar os torcedores. A última atividade do Santos antes do jogo está programada para este sábado, no Pacaembu. "Será lá que chegaremos a uma conclusão sobre os batedores em caso de disputa por pênaltis", acrescentou.

O Santos já havia treinado pênaltis no decorrer desta semana. Na quinta-feira, até Oswaldo brincou da marca da cal - chutou no canto e acertou o gol defendido pelo jovem Vladimir. Desta vez, o goleiro teve menos trabalho. O centroavante Leandro Damião, por exemplo, facilitou a defesa com uma "cavadinha". Já o meio-campista Cícero foi bem-sucedido ao chutar de forma semelhante àquela com que desperdiçou a sua penalidade no primeiro jogo com o Ituano.

Para Oswaldo, Cícero continua em condições de cobrar pênaltis para o Santos. "Ele só não vai bater se não quiser. Já conversei com o jogador, que tem treinador diariamente. O fato de ter perdido uma vez não significa que perderá sempre. Isso não pode virar um estigma. E, se ele não quiser cobrar, temos outros jogadores preparados para essa função", confiou o técnico.

Oswaldo avisa que só aceita presença de torcida para incentivar

Oswaldo de Oliveira definiu a presença de centenas de torcedores organizados no CT Rei Pelé, nesta sexta-feira, como "o grande destaque" do penúltimo treinamento do Santos antes de decidir o Campeonato Paulista com o Ituano. Os visitantes estenderam faixas, agitaram bandeiras, batucaram, cantaram e até acenderam sinalizadores para motivar a equipe para o jogo de domingo, no Pacaembu.

"Foi um algo a mais para a gente. Os jogadores estão muito felizes com a presença da torcida, dando apoio", comentou Oswaldo, risonho em sua entrevista coletiva, enquanto ainda era possível escutar gritos de torcedores ao fundo da sala de imprensa.

O técnico do Santos só se mostrou um pouco incomodado quando ouviu perguntas sobre os recentes episódios de violência envolvendo torcedores organizados. O CT do Corinthians, por exemplo, já foi alvo neste ano de uma invasão de um grupo de fanáticos, revoltados com o rendimento do time no Campeonato Paulista.

"Se for para motivar, vou permitir a entrada da torcida. Se for para chamar a atenção e dar puxão de orelhas, eu mesmo faço", rebateu Oswaldo, diferenciando os torcedores do Santos do público dos rivais. "Desde que se comporte, não vejo diferença entre o torcedor organizado e o comum. O importante é ser disciplinado e não cometer violência. Essa turma do Santos, desde que cheguei aqui, tem se comportado maravilhosamente bem. Até agora, só incentivaram a equipe. Então, está tudo ótimo nos nossos domínios", sorriu.

O técnico do Santos não pode dizer se continuará "tudo ótimo" caso o Santos não consiga reverter a derrota por 1 a 0 para o Ituano na final estadual. "Temer é outra história. Todo o mundo está vendo o que está acontecendo aí. Quem deve decidir sobre essas coisas é a polícia, e não o Oswaldo", rebateu.

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