Capitão do Palmeiras acredita que a fórmula de pontos corridos possibilita mais tropeços e ressalta forte disputa

O Palmeiras ainda sofre com as consequências da eliminação no Campeonato Paulista, mas tem razões para sonhar em destino diferente no Brasileiro. Capitão do time, Fernando Prass aposta no regulamento de pontos corridos para evitar frustrações como a da derrota no jogo único na semifinal do Estadual, para o Ituano.

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Fernando Prass, goleiro do Palmeiras
Wagner Carmo/Inovafoto/Gazeta Press
Fernando Prass, goleiro do Palmeiras

"Por ser pontos corridos, é mais justo e dá possibilidade e tempo de se recuperar de um jogo atípico", apontou o veterano, colocando o equilíbrio da liga como vantagem.

"O Campeonato Brasileiro é totalmente diferente de qualquer outro do mundo. Pode não ser o melhor, mas é o mais disputado e equilibrado. A variação dos que ficaram entre os seis primeiros desde 2003 é muito grande e a diferença entre os que estão na ponta e o que estão na parte de baixo é bem pequena", citou.O goleiro só pede um início sem tropeços. "Esse equilíbrio nos faz pensar em conquista, mas temos que trabalhar bem direitinho, fazer tudo certinho para que os detalhes decisivos sejam ao nosso favor. Precisamos começar bem as nove rodadas antes da Copa do Mundo porque será difícil trabalhar pressionado, em situação ruim após 45 dias sem jogos."

Prass aposta no Palmeiras como candidato ao título sem pensar na opinião de especialistas, lembrando que foi campeão da Copa do Brasil e vice no Brasileiro de 2011 quando todos acreditavam que o Vasco não passaria de uma temporada como figurante. Além disso, o goleiro vê a boa campanha do Paulista como prova de força.

"É difícil falar em erros do Palmeiras. Vínhamos muito bem em todos os jogos e caímos em um jogo atípico, com dois machucados no primeiro tempo, outros três sem condições de ficar e ainda entrou o Valdivia sem condições. Temos que torcer para não ter esses percalços", comentou.

A aposta em um torneio com sistema de pontos corridos é consequência do retrospecto recente do Verdão em mata-mata é ruim, já que acumula precoces eliminações nos Paulistas de 2013 e 2014 e na Libertadores e na Copa do Brasil do ano passado.

"O jogo de mata-mata fica marcado por ser decisivo, mas o único que se dá bem é o campeão. Se caímos fora, é por algum motivo, não podemos achar que foi só por obra do acaso ou por ser um dia atípico. Temos que nos concentrar um pouquinho mais, ter inteligência no jogo e ser frios", indicou o capitão.

Mais do que em retrospecto, a aposta de Prass é no trabalho que está sendo feito nos 18 dias sem jogos antes da estreia no Brasileiro, no dia 20, contra o Criciúma, em Santa Catarina. "Temos que aproveitar ao máximo essa parada atípica. O que menos temos durante o ano é tempo para treinar, então temos que transformar essa situação ruim em uma coisa boa", falou o goleiro.

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