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Presidente do Corinthians nega rompimento com Andrés, mas disse que eles têm ideias distintas

Presidente Mário Gobbi, do Corinthians
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Presidente Mário Gobbi, do Corinthians

Mário Gobbi já foi bem mais próximo de Andrés Sanchez, mas continua chamando seu antecessor no comando do Corinthians de "eterno presidente". Em sua última entrevista, o mandatário alvinegro voltou a manifestar carinho por aquele com quem teve rusgas recentes e apontou um lado político nas insinuações de que houve um rompimento.

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"Como posso estar rompido com ele se eu, como presidente, conferi a ele a responsabilidade de erguer o estádio do Corinthians? Não tem isso. Fala-se muita coisa no Corinthians, as trombetas tocam toda hora. O ano é político, não vai parar aí. Depois da Copa, vai ferver mais. O que vamos fazer? Temos que saber conviver com isso", afirmou.

Haverá eleições presidenciais no clube no início de 2015. De acordo com Gobbi, apesar da aproximação de Andrés com Antônio Roque Citadini, da oposição, o mesmo candidato será apoiado pelo atual e pelo último presidente alvinegro. O mais provável indicado é Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol, bem mais próximo de Andrés do que de Gobbi.

Andrade deixou a diretoria - acompanhado de seu diretor adjunto, Duílio Monteiro Alves - justamente em um movimento que deixou Mário Gobbi mais isolado, confiando o departamento de futebol a seu secretário, Ronaldo Ximenes. Em sua mais recente crítica à atual gestão, Andrés reclamou de gente que Gobbi "colocou lá dentro".O último presidente alvinegro disse ser frequentemente consultado por seu sucessor. Ele nem sempre é ouvido, no entanto, e o incomoda a aproximação com a diretoria do São Paulo, que Andrés continua atacando. Seu último alvo é Carlos Miguel Aidar, candidato da situação à sucessão do presidente Juvenal Juvêncio.

As críticas públicas à sua gestão causaram decepção em Mário Gobbi, porém ele segue mostrando afeto ao "eterno presidente". "Tenho por ele carinho e respeito, consulto muito as opiniões dele. Aí entra uma confusão entre ideias distintas e problemas pessoais. Não temos nenhum problema pessoal e estamos no mesmo grupo", assegurou.

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