Técnico Oswaldo de Oliveira criticou as finais serem no Pacaembu e o considerou "campo neutro"

Oswaldo de Oliveira está inconformado com o fato de a Vila Belmiro ter sido excluída da decisão do Campeonato Paulista. Bastou ouvir uma pergunta sobre o assunto nesta sexta-feira para o técnico do Santos voltar a protestar veementemente contra a decisão da FPF (Federação Paulista de Futebol) de levar os jogos com o Ituano para o Pacaembu.

Confira a tabela de classificação do Campeonato Paulista

"Um time sediado em Itu e outro em Santos jogarão em São Paulo. Isso é neutralidade. Nós nos sentimos muito melhores na Vila Belmiro - e a gente viu o resultado disso em campo. Somamos sete pontos a mais do que o Ituano no campeonato, e isso não nos deu nenhuma vantagem", reclamou.

Técnico do Santos se preocupa com mudança de comportamento de Geuvânio

O Santos terá, sim, uma vantagem sobre o Ituano. A FPF destinou 85% da carga dos ingressos do Pacaembu (nos dois jogos) à torcida do clube do litoral. Nem mesmo essa prioridade, no entanto, satisfez Oswaldo de Oliveira. "Reconhecidamente, a torcida do Santos é mais presente, numerosa. Mas ambos jogarão em um campo neutro", insistiu.

Segundo o treinador, a preferência pela Vila não se trata de uma questão de maior ou mais intenso apoio do público. "Não é por ser caldeirão, a nossa casa. O que viabiliza o bom futebol do Santos na Vila Belmiro realmente é a qualidade do gramado. É o nosso campo que nos possibilita jogar como jogamos", garantiu.

Para se adaptar ao gramado do Pacaembu, Oswaldo programou um treinamento no estádio municipal para a manhã deste sábado, véspera do primeiro jogo decisivo com o Ituano. Antes, na reunião em que a FPF escolheu os locais da final, ele já havia mantido contato constante com o presidente em exercício Odílio Rodrigues e com outros dirigentes.

Do outro lado, o Ituano também não poderá usar o Estádio Novelli Júnior a seu favor diante do Santos. "Mas isso é uma coisa para eles analisarem. Vejo do meu ponto de vista, olhando da Baixada para o Pacaembu. Não sei como eles olham de lá", concluiu Oswaldo de Oliveira, já se permitindo sorrir sobre o tema.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.