Presidente do Corinthians reitera interesse do clube em contar com o volante na reabertura da janela, no meio do ano

Elias, meia do Sporting
A Bola/Reprodução
Elias, meia do Sporting

Após a guerra de comunicados oficiais publicados por Sporting e Corinthians na última quinta-feira, as diretorias dos dois clubes voltaram a conversar sobre Elias. Os portugueses pediram a confirmação da proposta alvinegra por 50% dos direitos econômicos do atleta, encostado no time alviverde.

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O presidente Mário Gobbi disse esperar para observar a seriedade dos dirigentes lusitanos nas novas tratativas pelo atleta de 29 anos. "Vamos ver se a coisa vai caminhar ou se foi só uma nota pública. Vamos ver o que está realmente por trás disso. Vamos ver", afirmou o cartola.

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Trocando acusações sobre falsas ofertas, os clubes haviam encerrado as conversas na última terça, quando se fechou a janela para a entrada no futebol brasileiro de jogadores de fora. Agora, Elias só pode defender o Corinthians a partir do meio do ano, o que muda o teor da proposta.

"O Sporting queria um valor, o Corinthians ofereceu outro. Não chegamos a um acordo. Hoje, o Sporting pede a reiteração da nossa proposta, só que há um fato novo. Qual é o fato novo? O Elias vai ficar sem jogar até junho, julho. Quem vai pagar esses salários até lá?", questionou Gobbi.

Justamente pela questão da janela de transferências, o dirigente lembrou que a nova oferta a ser enviada "não é tão urgente ou emergente". "O Elias é um jogador que nos interessa. O desfecho vai ser dentro de uma normalidade e não da correria que fizemos, da luta alucinada que foi antes de a janela se fechar", comentou.

A nova proposta do Corinthians será a mesma feita anteriormente: 4 milhões de euros (cerca de R$ 12,3 milhões) por metade dos direitos do volante, permanecendo a outra metade com o Sporting. No entanto, o clube quer que seja descontado o valor dos salários no período em que ele não puder jogar por causa da janela fechada.

A diretoria alvinegra também não concorda com a multa de 100% em caso de atraso em qualquer uma das quatro parcelas em que seria feito o pagamento. "Multa de 100% não existe, isso é surreal. Tem isso e a questão dos meses. São os detalhes que precisam ser resolvidos", concluiu Mário Gobbi.

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