Com treinador "atualizado", clube completa transição pela qual passou em 2013 e nova geração de "meninos da Vila" tem chance de manter hegemonia estadual dos últimos anos

Santos comemora gol de Stefano Yuri na virada sobre Penapolense na Vila Belmiro
Flickr/Santos F.C.
Santos comemora gol de Stefano Yuri na virada sobre Penapolense na Vila Belmiro

Seis finais em seis anos. Cinco títulos nos últimos nove. Quando se trata de Campeonato Paulista , pelo menos de 2006 para cá, ninguém segura o Santos . E após um ano de reestruturação em 2013, quando teve que lidar com a saída de Neymar, o clube volta à decisão estadual. O segredo? As apostas em Osvaldo de Oliveira e na nova safra “meninos da Vila”.

Gabriel, 17 anos; Stefano Yuri, 19; Geuvânio e Alison, 21. Estes são só alguns exemplos dos jovens que, ao lado dos experientes Arouca, Leandro Damião e Thiago Ribeiro, fizeram do Santos o melhor time deste Paulistão. Condição que será posta à prova em duas partidas contra o Ituano e que mostra que a passagem da antiga geração de revelações para esta foi feita.

“O ano de 2013 foi a transição que nos mostrou que o ciclo vitorioso até 2012 tinha se esgotado. Mudanças precisavam ser realizadas. Temos a missão de identificar os atletas com potencial para serem promovidos ao profissional, e estamos observando. O resultado tem sido bom”, afirmou o presidente Odílio Rodrigues.

“Tínhamos a necessidade de ter um centroavante bom, e o Santos não mediu esforços para trazê-lo. Temos nosso modelo de contratação, com números fixados, e usamos a parceira para trazer o Leandro Damião, sem usar o nosso caixa. Contratamos atletas que entendíamos ser necessários para o time, além de termos muitas alternativas na nossa base”, completou o dirigente.

Gabriel: 17 anos e uma das maiores apostas santistas pós-Neymar
Lucas Baptista/Futura Press
Gabriel: 17 anos e uma das maiores apostas santistas pós-Neymar

Por estatuto, o Santos destina pelo menos 10% de sua receita exclusivamente para a base. A prova de que esta medida tem dado certo é que o clube da Vila Belmiro é atual bicampeão da Copa São Paulo de futebol júnior.

Outro motivo para o sucesso santista nesta temporada está na aposta em Oswaldo de Oliveira. Depois de tentar contratar nomes estrangeiros como Marcelo Bielsa e Tata Martino, este atualmente no Barcelona, a diretoria optou pela solução caseira e efetivou o interino Claudinei Oliveira na segunda metade de 2013. Para 2014, acertou com o técnico que classificou o Botafogo à Libertadores.

“Nós tentamos renovar trazendo treinadores da escola de Bielsa, mas não conseguimos. Dentro do mercado, procuramos pelo perfil de treinadores bem atualizados, competentes e que, acima de tudo, tenham incorporado essa metodologia do Santos. Havia uma série de possibilidades, e tivemos um apoio científico do futebol para traçar o perfil do comandante que julgávamos ideal”, disse Rodrigues.

Oswaldo de Oliveira: mudanças contra Penapolense deram vitória ao Santos
Site oficial
Oswaldo de Oliveira: mudanças contra Penapolense deram vitória ao Santos

“Oswaldo foi o nome decidido pelo Comitê de Gestão e fomos felizes. O trabalho do Oswaldo mostra que acertamos em escolhê-lo. Ele é uma pessoa atualizada e que tem agregado valor ao Santos”, falou o presidente alvinegro.

Coincidência ou não, os gols que fizeram o Santos chegar à final do Paulistão saíram de substituições promovidas pelo técnico quanto o time estava perdendo para o Penapolense. Rildo, em sua primeira jogada, serviu Leandro Damião, que empatou. Já nos minutos finais Stefano Yuri, que tinha entrado no lugar do atacante, precisou de apenas um toque na bola para virar o placar.

“Foi sorte”, resumiu Oswaldo de Oliveira ainda no gramado da Vila Belmiro no último domingo. Se esta sorte se mantiver pelos próximos dois finais de semana, o Santos tem tudo para consagrar sua nova geração de “meninos da Vila”.

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