Pancadaria e violência nas arquibancadas marcaram a partida entre Atlético-PR e Vasco no Campeonato Brasileiro 2013

As esperanças de moralizar o futebol brasileiro diminuem a cada episódio de violência protagonizado pelas torcidas organizadas, mas, na tarde desta quarta-feira, quem frustrou os torcedores que ainda acreditam em melhora no esporte foi a Justiça. Em audiência na 1ª Vara Criminal de Joinville, a juíza Karen Francis Schubert Reimer decidiu revogar a prisão de dois vascaínos que haviam sido detidos por participarem de briga generalizada na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado.

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Na ocasião, Leone Mendes da Silva e Arthur Barcelos de Lima Ferreira foram flagrados agredindo um torcedor do Atlético-PR nas arquibancadas da Arena Joinville e detidos poucos dias após o episódio. Apesar das fotos que comprovam o crime terem rodado o mundo, a dupla responderá às acusações em liberdade.

Reveja as fotos da violência em Joinville: 


Os dois respondem por tentativa de homicídio qualificado (motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima); dano ao patrimônio e incitação e prática de violência. Arthur Barcelos também é acusado de roubo da vítima e lesão corporal grave. A audiência realizada no Fórum de Joinville nesta quarta-feira durou cerca de três horas e contou com depoimento de três testemunhas, além dos próprios réus acompanhados de advogado. A única ausência foi Jonathan Santos, único envolvido na briga que segue detido. Ele foi excluído do processo de soltura e terá seu caso analisado à parte.

"Como ele não compareceu alegando problemas de saúde e questões de deslocamento, o processo foi rescindido (apenas Leone e Arthur seguem no mesmo) e a juíza ainda pode solicitar nova preventiva. Muita gente ainda vai ser ouvida por precatória e depois será definido se haverá júri ou não", explica o promotor Marcelo Mengarda ao site Notícias do Dia. 

Por outro lado, o advogado da dupla vascaína, Marcio da Maia Vicente, acredita que o clamor popular não influencia nas decisões da Justiça no caso de seus clientes. "Creio que não (atrapalha). Já faz três meses, já esqueceram, já passou. A punição maior deles foi ficar todo esse período preso", argumenta também ao Notícias do Dia .

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