Frase "Racismo é Crime" será exibida nos telões do estádio durante o jogo de amanhã, entre Fluminense e Vasco da Gama

Dilma se encontra com o jogador Tinga e o árbitro Marcio Chagas
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
Dilma se encontra com o jogador Tinga e o árbitro Marcio Chagas

A Concessionária Maracanã, empresa responsável pela administração do estádio que receberá a final da Copa do Mundo de 2014, anunciou que dará início neste domingo a uma campanha contra o racismo. Durante o clássico entre Fluminense e Vasco , válido pela 14ª rodada do Campeonato Carioca , os telões do Maracanã exibirão a frase "Racismo é Crime", citando a lei 7716, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão e multa a quem cometer algum ato racista.

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"É uma questão de responsabilidade social. O Maracanã tem obrigação de esclarecer o torcedor e ajudar a combater todo o tipo de preconceito. A sociedade brasileira não pode mais ser tolerante com o racismo. É crime", comentou Sinval Andrade, vice-presidente da Concessionária Maracanã.

Somente neste ano, três jogadores e um árbitro brasileiros foram vítimas de atos racistas. Arouca, do Santos, foi ofendido por torcedores do Mogi Mirim em partida do Campeonato Paulista ; o árbitro Márcio Chagas da Silva foi xingado e encontrou bananas sobre o seu carro após o jogo entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, pelo Campeonato Gaúcho ; Assis, lateral do Uberlândia, foi ofendido por um membro da torcida do Mamoré durante partida do Módulo 2 do Campeonato Mineiro ; e Tinga, do Cruzeiro, foi hostilizado em partida contra o Real Garcilaso, no Peru, pela Libertadores .

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