Clube divulgou lista de pagamentos feitos pela gestão anterior a jornalistas e familiares do ex-presidente

De acordo com a diretoria do Bahia , dirigentes e outros funcionários do clube foram ameaçados após a divulgação de uma lista de pessoas que teriam recebido ajuda financeira, o popular jabá, durante gestões anteriores.

A atual cúpula tricolor, que revelou o pagamento do jabá, notificou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) das ameaças, mas afirmou que não voltará atrás na nova política de transparência. Através da assessoria de imprensa oficial, o Bahia diz que "não se intimidará".

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Tudo começou na última terça-feira, quando dirigentes disponibilizaram para sócio-torcedores a lista do jabá, que teria sido praticado principalmente na gestão de Marcelo Guimarães Filho, o Marcelinho, destituído do cargo por ordem judicial.

A relação aponta gastos extraoficiais com passagens de avião, hospedagens, alimentação e até aluguel de carros para jornalistas e alguns familiares de Marcelinho. Os números ainda são voláteis, mas podem chegar a R$ 1 milhão.

Dias depois, Marcelinho, durante entrevista ao Correio da Bahia , negou a prática do jabá enquanto estava à frente do clube e ainda disparou contra a atual diretoria. O ex-presidente, inclusive, chegou a polemizar com a orientação sexual de Fernando Schmidt, atual mandatário.

Abaixo, leia parte da nota divulgada pelo Bahia nesta sexta:

"Nos últimos dias, diretores e funcionários do Esporte Clube Bahia passaram a sofrer ameaças das mais diversas formas, após a disponibilização aos sócios do levantamento das despesas custeadas a terceiros pela instituição.

O Esporte Clube Bahia informa que já notificou a Secretaria de Segurança Pública e que, principalmente, não se intimidará com a situação.

A política de transparência da nova diretoria tricolor, que encontrou respaldo junto à torcida e a grande maioria da imprensa, vai continuar"

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