Justiça alegou não ter sido paga a taxa de 45 mil euros, por esse motivo não pôde julgar os cartolas

Nesta terça-feira, o juiz Pablo Ruz negou o pedido de acusação contra Josep Maria Bartomeu e Javier Faus, atuais presidente e vice-presidente do Barcelona, no julgamento de desvio de dinheiro na contratação de Neymar. A justificativa é que a não foram pagos os 45 mil euros (cerca de R$ 145 mil) exigidos pela Justiça para que a denúncia feita pelo Sindicato Mãos Limpas seja levada em consideração.

Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona, mostra papel com detalhes da negociação de Neymar
Manu Fernandez/AP
Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona, mostra papel com detalhes da negociação de Neymar

Segundo o jornal As , o juiz desistiu de julgar o pedido feito pelo coletivo espanhol porque a taxa requerida não foi paga no prazo de dez dias, mas pode aceitar futuramente caso o valor seja quitado. O sindicato havia entrado com pedido para que, além de Bartomeu e Faus, também fossem julgados o pai de Neymar e o ex-presidente do Barcelona Sandro Rossell.

Em nota oficial, a Justiça explica que não pode admitir como acusação popular o pedido do Mãos Limpas , mas este pode recorrer para tentar reverter a decisão. O coletivo, porém, já havia questionado a exigência de fiança por entender que o pagamento não é requisito para que uma denúncia seja aceita. Na ocasião, o juiz Pablo Ruz negou a apelação e estipulou prazo limite para o pagamento, que não foi feito.

Ao impor valor de R$ 145 mil, o juiz considerou que não há "indícios suficientes" para admitir a acusação contra Bartomeu, Faus, o pai de Neymar e Rossell. Os quatro, porém, ainda podem ser julgados, já que a Justiça espanhola não descarta voltar atrás na decisão caso a taxa seja paga.

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