Atacante usa Valdivia, Eguren, Leandro e o recém-negociado Henrique como exemplos da força do uniforme do clube

Pessoas próximas a Luiz Felipe Scolari já comentam com profissionais do Palmeiras que dificilmente o complemento da última convocação antes da Copa do Mundo não terá Alan Kardec. Mas, mesmo que não seja chamado para o amistoso contra a África do Sul, no dia 5, o atacante vê benefício por estar cotado. E agradece à equipe.

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"O clube me abriu as portas no meio do ano passado fazendo parte de um elenco vitorioso. Vencemos a Série B e demos a continuidade no trabalho. A comissão me dá muita confiança e me sinto muito feliz, sempre farei de tudo para ter bons resultados aqui. As coisas paralelas, como a seleção, acontecem naturalmente", comentou o camisa 14.

Alan Kardec, atacante do Palmeiras
Miguel Schincariol/ Gazeta Press
Alan Kardec, atacante do Palmeiras

Alan Kardec usa Valdivia, Eguren, Leandro e o recém-negociado Henrique como exemplos da força do uniforme do clube, já que foram convocados para suas seleções mesmo disputando a Série B do Brasileiro. Por isso, sabe a repercussão que ser o artilheiro no centenário gera. A própria comissão técnica admite isso para ele sem medo, por confiar em sua força psicológica para não se deslumbrar.

"Todos temos ego, e hoje o Brasil fala do Kardec. Não tem como não gerar expectativa. Mas ele é um atleta centrado. Falamos para ele que, se as coisas não acontecerem, que mantenha o nível de atuação. Só essa mobilização em torno dele dá um crescimento para a carreira. O Palmeiras tem disso", comentou Gilson Kleina, que faz campanha pelo comandado.

"Desde o ano passado, o Alan está evoluindo, vem amadurecendo em vários aspectos. Tem recurso fora da área, faz três funções no ataque: fez meia no Santos, beirada no Benfica e, conosco, joga centralizado, mas também vem buscar. Ele tem essa versatilidade. Merece a convocação", opinou o técnico.

Enquanto Felipão não o chama, Kardec prefere só falar no Palmeiras. Sem esconder a tensão. "Claro que gera um pouco de ansiedade e expectativa, é natural. Pode ser uma primeira convocação, agora ou mais pra frente. Mas as coisas vão acontecer no momento certo", discursou.

"As pessoas alimentam isso mais de fora para dentro. Procuro manter o equilíbrio emocional e ter os pés no chão. Preciso fazer o que tenho feito até agora: trabalhar no clube. Isso não vai me tirar as noites de sono. O Palmeiras está acima de tudo", prosseguiu o principal jogador do clube na temporada.

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