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Indefinição sobre qual divisão a Portuguesa disputará este ano ajudou para jogador acertar com o Palmeiras

Bruninho é apresentado no Palmeiras
Edno Luan/Futura Press
Bruninho é apresentado no Palmeiras

Bruninho já tinha feito a alegria de sua mãe ao acertar para jogar pelo Palmeiras a partir do Campeonato Brasileiro, mas usou indefinições da Portuguesa para chegar antes. Sem saber se a equipe que o revelou disputará a primeira ou a segunda divisão do Brasileiro, o volante de 21 anos abriu mão até de dívidas que a Lusa tinha com ele para ficar à disposição de Gilson Kleina no Paulista.

"Não saber se a Portuguesa disputará a Série A ou B ajudou bastante. Deixei uma parte do que deviam e me liberaram amigavelmente, foi um acordo rápido. A Portuguesa é o time que me revelou e tenho um carinho, mas aqui é o centenário e o Palmeiras tem uma estrutura excelente, extraordinária, que lhe propõe tudo, não lhe falta nada, só cabe a mim ganhar e crescer", enalteceu o jogador.

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Apresentado nesta quinta-feira, o novo camisa 37 se emocionou ao falar da alegria de sua família pelo contrato de quatro anos. "Minha família inteira é palmeirense, minha mãe, minhas tias. É uma felicidade para todos. Minha mãe sempre sonhava e esperava isso, é emocionante falar. Ela sempre me quis aqui", sorriu Bruninho.

Vestir verde é uma certeza em meio à indefinição que vivia no Canindé após a punição seguida de rebaixamento do clube pela escalação irregular de Héverton na última rodada do Brasileiro. "O caso Héverton atrapalha bastante o jogador que está lá. O jogador sempre tem um planejamento, uma coisa em mente. Isso atrapalha o desenvolvimento do jogador", comentou.

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Bruninho também deixa para trás o que considerava um peso na Portuguesa. "Em relação à arbitragem, lá é um pouco difícil. Fui expulso contra o Grêmio no ano passado, em Porto Alegre, porque a bola estava mal colocado para eles cobrarem um pênalti e reclamei. Lá, é bastante complicado", lembrou.

De herança da Lusa, o volante também trouxe exemplos de sucesso recente em sua posição, como Zé Roberto, Guilherme e Bruno Henrique, mas tratou logo de citar César Sampaio como um exemplo no Palmeiras. As incertezas no Canindé ficaram para trás assim que o presidente Paulo Nobre lhe entregou a camisa 37 e exigiu que honrasse a camisa. "O que não vai faltar é vontade", avisou logo o volante.

"Você vê no treino que o ambiente aqui é muito tranquilo e todos me colheram bem. O Palmeiras é favorito pelo empenho dos jogadores, e isso é muito favorável. Sou um segundo volante que sai bastante para o jogo e também já joguei como primeiro volante. Com humildade e respeito a todos, trabalhando firme, espero a oportunidade nos próximos jogos", comentou, ansioso para estrear.

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