Dirigente do Santos alega que desconhecia a autorização do presidente afastado Luís Álvaro Ribeiro liberando o atacante para negociar com outro clube

Odílio Rodrigues precisou se justificar diante do Conselho de Gestão do Santos
Flickr/Santos F.C.
Odílio Rodrigues precisou se justificar diante do Conselho de Gestão do Santos

O caso Neymar ainda repercute na Vila Belmiro e está longe de um final feliz. Nesta noite de quarta-feira, durante a Reunião entre o Conselho de Gestão e o Conselho Fiscal, o presidente em exercício do Santos , Odílio Rodrigues, afirmou que não sabia da carta assinada pelo presidente licenciado, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, em novembro de 2011, que permitia que o ex-camisa 11 santista pudesse negociar com outro clube.

"Quando surgiu essa carta, foi um fato novo para mim", afirmou o dirigente, durante a reunião, que foi marcada para dar explicações sobre a negociação envolvendo o atacante Neymar com o Barcelona , da Espanha, em maio do ano passado, por 17,1 milhões de euros (R$ 55 milhões).

Com relação à carta assinada pelo então presidente, hoje licenciado, Luis Alvaro, Odílio ressaltou que o documento permitia que Neymar negociasse com qualquer outro clube, mas não com a empresa do pai do atleta. "A gente recebeu a carta do pai do Neymar e já tinha todas as rubricas, mas a carta autoriza o atleta a abrir negociações, não a N&N (empresa do pai de Neymar)", afirmou o atual presidente.

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Também durante a reunião, o cartola alvinegro afirmou que o pai de Neymar se recusou a mostrar os contratos com o Barcelona. Com a recusa, na manhã da última quarta-feira, o Santos entrou com um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o pai do atacante, justamente para ter acesso a esses documentos, principalmente para obter os contratos assinados entre as partes.

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