Técnico português reprovou os comentários do colega do Manchester City a respeito das contratações do Chelsea

Jose Mourinho foi irônico ao comentar as declarações de Manuel Pellegrini
Damir Sagolj/Reuters
Jose Mourinho foi irônico ao comentar as declarações de Manuel Pellegrini

O equilibrado Campeonato Inglês não é disputado apenas dentro de campo. Nesta terça-feira, José Mourinho rebateu as provocações feitas por Manuel Pellegrini e praticamente ensinou o técnico do Manchester City a fazer contas. O treinador chileno havia comentado a política de contratações do Chelsea afirmando que o clube londrino seria o "inglês que mais investiu no elenco nos últimos dez anos", e o "português respondeu listando as transferências nas quais o time de Londres se envolveu na última janela.

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"Pellegrini é um excelente treinador e o respeito por isso, mas também é engenheiro de formação. Acho que um engenheiro não devia precisar de uma calculadora para perceber que Mata rendeu 37 milhões de libras e De Bruyne, 18 milhões, o que dá 55 milhões. Enquanto Matic custou 21 milhões de libras e Salah, 11 milhões, o que dá 32 milhões", calculou o treinador dos Blues para concluir na sequência.

"55 milhões menos 32 milhões dá 23 milhões. O Chelsea, nesta janela de janeiro, gerou 23 milhões de euros. É fácil de entender que isto é trabalhar com o fair play financeiro e não há argumentos contra isso", finalizou Mourinho, citando os R$ 90,4 milhões lucrados pelo time londrino nesta janela de transferências.

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Além de defender o Chelsea, o treinador português ainda atacou o Manchester City no mesmo tema. "Eles têm time para agora, não para 10 anos. Para três ou quatro anos. E não estão preocupados com o fair play financeiro, pois gastaram no verão", afirmou, referindo-se às contratações de Fernandinho, Navas, Negredo e Jovetic, que chegaram ao City no meio do último ano.

O fair play financeiro foi aprovado em setembro de 2009 pelo Comité Executivo da UEFA para que os clubes europeus tivessem mais disciplina e racionalidade quanto às próprias finanças, encorajando a competitividade a longo prazo no futebol. A entidade adotou medidas para assegurar o cumprimento do conceito e, a partir da temporada 2011/2012, os clubes precisam ter mais receitas do que despesas em um período de três temporadas.

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