Corinthians promoveu ação entre jovens torcedores e jogadores após ato violento no último fim de semana

Quando os jogadores do Corinthians entraram em campo para o treinamento de sexta-feira, 60 crianças da escolinha de futebol do Parque São Jorge já estavam posicionadas para a "invasão da paz". Foi uma ação do clube em resposta à invasão de verdade ocorrida no último sábado.

Crianças cercam Emerson Sheik no CT do Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Crianças cercam Emerson Sheik no CT do Corinthians


"Da última vez, eram maiores", sorriu Emerson, o último a ir ao gramado. Ele se lembra bem de que o clima não era amistoso e não havia rosas brancas quando mais de cem torcedores entraram no centro de treinamento - segundo funcionários, cometendo furtos, roubos e agressões sob o pretexto de protestar.

Emerson era justamente um dos principais alvos dos corintianos mais revoltados. Muitos deles gritavam que estavam lá para quebrar as pernas dele e as de Alexandre Pato, algo que não conseguiram porque os jogadores fugiram. Já o ídolo Paolo Guerrero, de acordo com o presidente Mário Gobbi, foi "esganado".

Mano Menezes escala Corinthians com Emerson Sheik na vaga de Guerrero

Pato está de saída, a caminho do rival São Paulo em troca com o meia Jadson. Emerson também sairá se quiser jogar pelo Grêmio, interessado em seu futebol. O Corinthians não topou uma troca por Kleber, mas está disposto a liberar o herói do título da Copa Libertadores de 2012, indisposto com boa parte da torcida desde o ano passado.

Mano Menezes já deixou claro que uma "reformulação é necessária". Ele foi entusiasta da saída de Pato, vibrou com os adeus de Ibson e Douglas e quer mais. Para ele, contratado para conduzir esse processo de mudança após a despedida do técnico Tite, o Corinthians precisa "parar de olhar para trás e começar a pensar na frente."

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