Elenco atual conta com Lodeiro e Seedorf, que caíram nas graças do torcedor alvinegro

Mesmo sem nenhum título de expressão no século XXI, o Botafogo viu alguns ídolos surgirem nos últimos anos, curiosamente, boa parte deles vinda de fora do Brasil. Desde o sucesso de Loco Abreu à ‘Era Seedorf’, a torcida criou uma relação especial com os estrangeiros e agora torce para que Mario Bolatti supere as temporadas ruins no Internacional em General Severiano.

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O Internacional tirou o argentino da Fiorentina em 2011 após longas negociações, mas nunca teve o esforço retribuído dentro de campo e no ano passado chegou a emprestar o volante ao Racing de Avellaneda. O rendimento no país natal também esteve longe do futebol que o levou à seleção na Copa do Mundo de 2010 e ao Porto.

Mario Bolatti, reforço do Botafogo
Reprodução/Facebook/Botafogo
Mario Bolatti, reforço do Botafogo

Para tentar reverter a má fase, Bolatti não precisará estudar com tanto afinco a história botafoguense. O Glorioso contou com os argentinos Oscar Basso, na década de 1940, e Rodolfo Fischer, de 1972 a 1975 , mas foi já nos anos 2000 que os gringos caíram de vez no gosto da torcida. A linhagem estrangeira começou a ser traçada com o uruguaio Sebastián Abreu.

Loco Abreu não demorou a se tornar um dos maiores ídolos alvinegros. Embora não tenha feito o sucesso de nomes como Garrincha, Zagallo, Heleno e Gerson, o centroavante ganhou no carisma. Desde o protetor bucal nas cores do clube até os pênaltis cobrados com cavadinha que ajudaram na conquista do Campeonato Carioca de 2010.

Ao lado do folclórico camisa 13, Germán Herrera também ganhou espaço entre os torcedores. O argentino havia alternado bons e maus momentos no Grêmio e feito ótima Série B pelo Corinthians, mas mantinha o apelido de ‘Quase Gol’. Pelo Botafogo, a dedicação e a raça dentro de campo agradaram e os gols apareceram: foram 51 em 131 jogos.

Em 2012, a diretoria perdeu Loco Abreu e Herrera praticamente de uma só vez e causou a ira da torcida. Para tentar acalmar os ânimos, a solução foi trazer uma nova dupla estrangeira. O jovem Nicolás Lodeiro, uruguaio revelado no Nacional e com passagem discreta pelo Ajax, chegou para se juntar ao ídolo Clarence Seedorf, criado pelo time holandês, e com história vasta em Real Madrid e Milan.

Lodeiro soube ocupar com eficiência o posto de coadjuvante, enquanto Seedorf reina soberano. O camisa 10 é capitão, líder dos jogadores para dialogar com a diretoria e arma da comissão técnica para orientar os garotos promovidos das categorias de base. A dupla ainda foi essencial para o título do Campeonato Carioca de 2013 e para alcançar uma vaga na Copa Libertadores da América após 18 anos.

Bolatti, no entanto, também tem exemplos para não seguir em General Severiano. O goleiro uruguaio Juan Castillo emplacou sequência como titular entre 2008 e 2009, mas sempre com a desconfiança da torcida. Em 2011, Arévalo Rios chegou com o aval de Loco Abreu após fazer uma boa Copa do Mundo na África do Sul. As atuações, porém, passaram quase despercebidas com a camisa do Botafogo.

Já o principal mico entre os estrangeiros que passaram pelo clube da Estrela Solitária está nas mãos de Leandro Zárate. O centroavante argentino foi contratado em 2008 para solucionar a falta de gols do ataque, pouco balançou as redes rivais, aparentou estar longe da forma física ideal e ainda desapareceu do Rio de Janeiro alegando problemas pessoais.

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