Ex-atacante, que substituiu Pelé na Copa de 1962, no Chile, fez um discurso contrário à violência nos estádios do Brasil em homenagem aos títulos mundiais do Brasil

A cerimônia de entrega do prêmio Bola de Ouro da Fifa , realizada nesta segunda-feira em Zurique, teve o Brasil como um dos principais enfoques. Sede da Copa do Mundo deste ano, o país foi homenageado pelos cinco títulos mundiais, e três jogadores que fizeram parte de pelo menos uma das conquistas subiram ao palco: Pelé, Cafu e Amarildo.

Veja imagens da entrega do prêmio Bola de Ouro


Substituto de Pelé no Mundial do Chile, em 62, Amarildo (apelidado de Possesso pelo cronista Nelson Rodrigues) extrapolou o tempo que o protocolo lhe reservava e provocou risadas e constrangimento dos demais convidados. As brigas entre torcidas nos estádios brasileiros foram o mote do discurso do ex-atleta de 74 anos, cujo currículo aponta passagens por Vasco , Flamengo , Botafogo , Roma, Fiorentina e Milan.

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"O que está acontecendo nos nossos campos de futebol nos preocupa um pouco, porque isso não pode acontecer durante o Mundial. O Brasil deve fazer de tudo para ganhar a Copa. Teremos a oportunidade de tirar essa mancha negra que paira sobre o Maracanã e dar um ‘balão’ na mala suerte ", disse o ex-atacante, referindo-se à derrota do Brasil para o Uruguai, no estádio do Maracanã, em 1950.

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Tricampeão pela seleção brasileira (1958, 1962 e 1970), Pelé elegeu o tricampeonato, no México, como o título mais importante que já conquistou com a camisa amarela. "Eu pedi para Deus: ‘não posso pendurar as chuteiras perdendo a Copa’". A Fifa ignorou o fato de Romário ter sido o destaque da seleção na conquista do tetra, em 1994, quando foi eleito o melhor jogador do mundo pela entidade. No vídeo sobre o tetracampeonato, houve destaque para Bebeto (membro do Comitê Organizador Local, responsável pela organização da Copa de 2014) e Dunga, capitão do time de Parreira. Atualmente deputado federal, Romário é um dos principais críticos à realização do Mundial no Brasil.

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O escolhido para representar os dois últimos títulos (1994 e 2002) foi o ex-lateral direito Cafu, que pediu união àqueles que representarão a Seleção este ano. "Um conselho que eu daria é que (os jogadores) pensem exclusivamente na taça de campeão do mundo, esqueçam todas as vaidades e joguem como a seleção brasileira", afirmou.

* Com Gazeta Esportiva

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