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Novo reforço do Palmeiras não quis dar detalhes sobre o seu afastamento por decisão da diretoria são-paulina

Em sua primeira entrevista como jogador do Palmeiras , Lúcio fez de tudo para falar do São Paulo . Mas não conseguiu. O zagueiro se recusou a dar detalhes do afastamento sob alegação de indisciplina da diretoria e dos técnicos Ney Franco e Paulo Autuori. Porém, apontou o período em que ficou impedido até de trabalhar nas dependências do clube como chance de conhecer seu caráter.

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O zagueiro Lúcio posa com a camisa do Palmeiras, em sua apresentação na Academia de Futebol
Piervi Fonseca/Agif/Gazeta Press
O zagueiro Lúcio posa com a camisa do Palmeiras, em sua apresentação na Academia de Futebol

"Claro que não foi fácil, machucou, com certeza. Mas posso dizer claramente que estou bem tranquilo, já cicatrizou. Foi uma prova muito árdua em que pude ver a fundo o meu caráter e quem sou. Não pensei somente na minha carreira, no que ganhei. Foi muito difícil, mas acrescentou muito. Como homem, sou mais maduro ainda e com mais vontade e sede de jogar futebol", afirmou.

Todas as declarações do jogador, contudo, foram para ressaltar seu crescimento pessoal, mas sem explicar nada do que aconteceu. Nos seus primeiros sete meses no São Paulo, foi afastado duas vezes, ambas por indisciplina. Com Ney Franco, o deslize ocorreu publicamente ao não ficar nem no banco de reservas quando foi substituído. Com Paulo Autuori, o problema nunca foi revelado, mas não lhe permitiu nem treinar com o elenco quando Muricy Ramalho chegou e nem pôde mais trabalhar no CT da Barra Funda.

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Lúcio também não falou o que aconteceu, mas lembrou que a temporada foi ruim mesmo sem ele. "A minha passagem no São Paulo não foi como eu esperava, mas não foi apenas o jogador que fez com que tudo isso acontecesse. Depois do meu afastamento, o São Paulo continuou com dificuldades", ressaltou, afirmando não se sentir arrependido nem querer apontar culpados pelo que ocorreu no rival do Verdão.

"Culpa é uma palavra pesada, e raiva e rancor só pesa na vida de quem os tem. Quem estiver livre disso com certeza vive aliviado e mais leve. E não tenho arrependimento de ter jogado no São Paulo, não dá para prever o futuro. Tomei a decisão com a minha família de voltar ao Brasil e isso aconteceu", explicou.

Se antes apontava humilhação, agora Lúcio não quer prosseguir com o assunto. "Não acredito que fui injustiçado. Tomaram a decisão que cabia a eles e eu, como profissional e pelo caráter que tenho, não discuti, não perguntei a razão nem bati boca. Como jogador, tenho que acatar a decisão do treinador e da diretoria. Mas queria sair por tudo que aconteceu e, hoje, estou muito feliz", disse o jogador, que conseguiu a rescisão do contrato que acabaria em dezembro deste ano antes mesmo do Natal.

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Com vínculo até o fim de 2015, Lúcio não quer usar o Palmeiras para comprovar erro do São Paulo. "Não tenho nada a provar para ninguém. Na minha carreira, o compromisso é comigo mesmo e com o clube que visto a camisa. O passado vai ficar lá atrás. O projeto é olhar para frente e fazer o meu melhor no Palmeiras, a equipe que represento agora. Vou buscar ser feliz", declarou. "Não é um recomeço, é uma continuidade da minha carreira. Foi um ano difícil, mas serviu como readaptação e aprendizado. Agora é Palmeiras, nova etapa da minha carreira."

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