Primeiros pedidos deverão dar entrada após o recesso do Judiciário, em janeiro, com base no Estatuto do Torcedor

A torcida da Portuguesa ainda está longe de aceitar a decisão tomada pelo STJD nesta sexta-feira, na qual o clube do Canindé foi condenado pela escalação de um jogador irregular e está rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro. Desta forma, os adeptos da Lusa tentam uma última cartada: levar o caso à Justiça comum e usar o Estatuto do Torcedor para reverter o quadro e evitar a queda.

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Para organizar o recurso, os torcedores criaram o movimento ‘Todos Vamos à Luta’, com o qual pretendem reunir o maior número possível de assinaturas através de inscrições pela internet. De acordo com um dos líderes da iniciativa, Daniel Tomás, o objetivo não é centralizar ações, mas dar suporte a todos que desejam lutar por uma mudança com relação ao rebaixamento do time do Canindé.

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"Nossa ação é bem simples: estamos montando um corpo com a ajuda de juristas que estão do lado da Portuguesa na causa e vamos tentar ter o máximo de assinaturas, não apenas de torcedores da Portuguesa. Estamos esperando uma taxa de conversão de pelo menos 70% das pessoas que se inscreveram no site e ainda temos as ações de associações, vinculadas à Portuguesa ou não", explicou Daniel Tomás.

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A ideia inicial era entrar com a ação já nesta sexta-feira, mas, após a recomendação de juristas especializados, o movimento preferiu esperar o recesso da Justiça, que termina no dia 06 de janeiro. Desta forma, os torcedores, que ressaltam não ter ligação com o clube rubro-verde, já que também não estão contentes com a conduta da Portuguesa no processo, terão mais tempo para se embasarem nas brechas do Estatuto do Torcedor.

Artigo: a moralidade, o direito e a Portuguesa

"A ação não tem nenhum vínculo com a Portuguesa e também não estamos contentes com a postura da Lusa no caso. Nossa ação é embasada no Estatuto do Torcedor, pois o torcedor foi lesado com o julgamento. Então o objeto da ação é bem simples: o interesse do torcedor foi ferido. O Movimento não está em nenhum momento dizendo que a Portuguesa é vitima, quer apenas justiça e que o direito do torcedor seja respeitado", concluiu Daniel Tomás.

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O movimento acredita que, além do alto número de pessoas, terá o apoio de associações ligadas á colônia portuguesa. A principal torcida organizada, por exemplo, do time do Canindé já manifestou apoio nesse sentido. O presidente da Leões da Fabulosa, Marcelo Cabral, confirmou quem, enquanto houver alternativas, vai lutar para que a Portuguesa tenha direito ao que conquistou dentro de campo.

"Nós vamos entrar (na Justiça Comum) e já tivemos uma reunião sobre isso. A ideia é entrar como uma associação, assim como outras associações da colônia portuguesa, e qualquer associado tem o direito de entrar. Não acaba hoje o campeonato como estão falando. Estamos unidos para tirar a Portuguesa dessa situação, pois conquistamos dentro de campo", explicou Marcelo Cabral.

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