Com gols de brasileiros, Bayern de Munique espanta a zebra e é campeão mundial

Por Gazeta | - Atualizada às

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Time alemão não teve a menor dificuldade em derrotar o Raja Casablanca por 2 a 0 e assegurar o tricampeonato

O Bayern de Munique não deu chances para a zebra que fez o Atlético-MG passar vergonha no Mundial de Clubes da Fifa, realizado no Marrocos. Diante do Raja Casablanca, representante da casa, o time alemão justificou o seu favoritismo com uma vitória por 2 a 0, neste sábado. Os gols foram marcados pelos brasileiros Dante e Thiago Alcântara (que defende a seleção espanhola), ambos no primeiro tempo.

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O título mundial conquistado em Marrakesh é o primeiro do Bayern desde que o torneio passou a ser organizado pela Fifa. Anteriormente, a equipe alemã havia levantado os troféus da Copa Intercontinental de 1976, em cima do Cruzeiro, e 2001, contra do argentino Boca Juniors.

Na preliminar da decisão, o Atlético-MG teve uma atuação apagada, mas acabou derrotando o Guanngzhou Evergrande, da China, por 3 a 2, e acabou o Mundial na terceira colocação.

Veja as imagens da vitória do Bayern de Munique sobre o Raja Casablanca

O capitão do Bayern de Munique, Philipp Lahm, levanta a taça do Mundial de Clubes da Fifa. Foto: APJogadores do Bayern de Munique comemoram a conquista do Mundial de Clubes da Fifa, após derrotar o Raja Casablanca por 2 a 0 na final. Foto: Reuters/Youssef Boudlal Thiago Alcantara comemora com Alaba o segundo gol do Bayern de Munique diante do Raja Casablanca. Foto: AP/Matthias SchraderO brasileiro naturalizado espanhol Thiago Alcântara fez o segundo gol do Bayern de Munique na final do Mundial de Clubes. Foto: APO zagueiro brasileiro Dante comemora o primeiro gol do Bayern de Munique diante do Raja Casablanca. Foto: ReutersTorcida do Bayern de Munique fez a festa durante toda a partida diante do Raja Casablanca. Foto: ReutersShaqiri, do Bayern, disputa a bola com Oulhaj, do Raja Casablanca, durante a final no Marrocos. Foto: ReutersO francês Ribéry sofre com a marcação do zagueiro do Raja Casablanca. Foto: Reuters


O jogo -
O fato de o Raja Casablanca ter se classificado para a decisão do Mundial de Clubes já valia como um título para o Marrocos. Antes da decisão contra o Bayern, o rei Mohammed VI chegou a entrar em campo (ciceroneado pelo suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa) para assediar os jogadores das duas equipes.

Com a bola rolando, a diplomacia ficou de lado. A barulhenta torcida marroquina reforçou com vaias intensas a retranca do Raja diante do Bayern, que tocava passes, sem pressa, à espera da melhor oportunidade de furar o bloqueio. Ao melhor estilo do comandante Josep Guardiola.

Não demorou muito para o Bayern colocar a bola no gol. Aos seis minutos, Dante ficou livre de marcação dentro da pequena área, após uma linha de impedimento malfeita pela defesa do Raja. A bola parou nos pés do zagueiro brasileiro depois de um desvio em cobrança de escanteio. Ele só teve o trabalho de estufar a rede.

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A vantagem no marcador deixou o Bayern ainda mais à vontade no gramado. A ponto de o time alemão acumular 80% de posse de bola. Do lado marroquino, a torcida não se abateu. Cada contra-ataque do Raja, ainda que quase todos não incomodassem o goleiro Neuer, era comemorado como um gol.

AP/Matthias Schrader
Thiago Alcantara comemora com Alaba o segundo gol do Bayern diante do Raja

Aos 21 minutos, houve um gol de verdade em Marrakesh. De novo, do Bayern de Munique. O brasileiro naturalizado espanhol Thiago Alcântara recebeu a bola na entrada da área depois de jogada bem trabalhada por seus companheiros e bateu colocado para ampliar, sem dar chances de defesa a Askri.

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Com a superioridade refletida no placar, o Bayern passou a valorizar demasiadamente a posse de bola. E até levou um susto. Aos 37, Neuer saiu jogando errado e deu a bola de presente para Chtibi. O jogador do Raja não titubeou na frente do goleiro adiantado e concluiu colocado. O chute passou perto da meta, fazendo Guardiola levar as mãos à cabeça.

Mas não havia grandes motivos para preocupações por parte do Bayern de Munique. Logo no começo do segundo tempo, ficou evidente que uma reação da equipe adversária era bastante improvável - o Raja Casablanca acabou sem a bola menos de dez segundos depois de dar a saída.

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Para mexer com os brios do seu time, o técnico Faouzi Benzarti recorreu à entrada de Mabide (o mesmo que provocou Ronaldinho Gaúcho e depois tietou o brasileiro) no lugar de Chtibi. Deu resultado. Aos 11 minutos, um mais empolgado Raja levou perigo com uma cabeçada de Iajour, após cruzamento da direita, que Neuer defendeu.

O entusiasmo do Raja Casablanca obrigou o Bayern de Munique a voltar ao ataque com um pouco mais de contundência. Aos 16, já com Javi Martínez na vaga de Toni Kroos, Shaqiri carimbou o travessão ao bater da entrada da pequena área ao completar um cruzamento rasteiro da direita.

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Após conter o ímpeto da zebra que eliminou o Atlético-MG da disputa pelo título mundial, o Bayern pôde voltar a administrar o jogo. A sua torcida até se fez ouvir em Marrakesh durante a troca de passes que antecedeu o apito final do árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci.

FICHA TÉCNICA
BAYERN DE MUNIQUE 2 X 0 RAJA CASABLANCA

Local: Le Grande Stade, em Marrakesh (Marrocos)
Data: 21 de dezembro de 2013, sábado
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gasse (ambos do Brasil)
Cartões amarelos: Oulhaj e Soulaimani (Raja Casablanca)
Gols: BAYERN DE MUNIQUE: Dante, aos 6, e Thiago Alcântara, aos 21 minutos do primeiro tempo

BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Rafinha, Dante, Boateng e Alaba; Lahm, Thiago Alcântara, Kroos (Javi Martínez), Shaqiri (Gotze) e Ribéry; Müller (Mandzukic)
Técnico: Josep Guardiola

RAJA CASABLANCA: Askri; El Hachimi, Adil Karrouchy, Mohamed Oulhaj e Benlamalem; Erraki, Guehi, Chtibi (Mabide) e Moutaouali; Iajour (Soulaimani) e Hafidi (Kachani)
Técnico: Faouzi Benzarti

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