Novo técnico descarta revolução no grupo de jogadores ao defender manutenção da base com reforço de contratações pontuais

Enderson Moreira é apresentado no Grêmio
Flickr/Grêmio
Enderson Moreira é apresentado no Grêmio

Apresentado como novo técnico do Grêmio no final da tarde desta segunda-feira, Enderson Moreira admitiu que o elenco deverá passar por alguns ajustes para a próxima temporada. Ainda assim, nenhuma revolução deve ser feita: a ideia é aproveitar o que o grupo oferece atualmente e agregar contratações pontuais que se encaixem na ideia de equipe, além de peças da categoria de base, realizando uma mescla de juventude e experiência.

"Qualquer elenco do futebol brasileiro está sempre aberto a algumas modificações. É importante nesse momento a gente fazer uma avaliação mais criteriosa do elenco. Sem dúvida, uma equipe que chegou ao vice-campeonato brasileiro e entre os quatro melhores da Copa do Brasil tem condições de brigar pela Libertadores. Acho que com muito trabalho e alguns ajustes a gente vai ter sim uma equipe competitiva em todos os campeonatos que venhamos a participar", projetou o novo técnico do Grêmio.

Sem querer entrar muito em detalhes sobre seu estilo de treinar, Enderson deu pistas de como pensa o Grêmio para 2014. "Acima de tudo, é preciso explorar o que temos em mãos. Saber tirar o máximo de cada atletas nas semanas de treinamentos para que eles possam dar o máximo dentro de campo, durante os jogos. Precisamos dar à equipe senso de coletividade e trabalho em equipe. A mescla de jogadores jovens com experientes também é algo que sempre funcionou", apontou o novo treinador gremista.

Depois de dois anos e três meses de sucesso no Goiás, Enderson vê o Grêmio como a grande oportunidade de sua carreira. Admitiu ter ficado surpreso com o rápido acerto, já que a primeira conversa com a direção ocorreu na manhã desta segunda, e logo veio o anúncio de sua contratação.

"Muitos perguntavam se eu estava pronto quando cheguei ao Goiás. Só posso responder isso com trabalho, e no dia a dia. Não virei treinador de três anos para cá: tenho 17 anos de profissão e me preparei por 15 anos para um dia ter oportunidades como essa", respondeu Enderson, a respeito de sua pouca bagagem em clubes de ponta do futebol brasileiro.

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