Cerca de 300 pessoas ocupam duas faixas na Avenida Paulista para protestar contra o possível tapetão do Fluminense e atacam CBF, STJD e Paulo Schmitt

Cerca de 300 pessoas ocuparam duas faixas na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra o possível tapetão no Campeonato Brasileiro. A manifestação foi marcada por torcedores da Portuguesa pelas redes sociais, mas contou com a adesão também de são-paulinos, palmeirenses, santistas, corintianos e até flamenguistas.

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Com apitos, nariz de palhaço, cartazes e bandeiras, os torcedores criticam a postura do Fluminense, que deseja a punição da Portuguesa (por ter escalado Héverton de maneira irregular na última rodada) para evitar a queda para a Série B, decretada no último fim de semana.

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Além do clube carioca, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e o procurador-geral Paulo Schmitt foram alvos da reivindicação.

"Não é mole não, caiu em campo e quer voltar no tapetão" e "STJD, eu quero ver o Fluminense pagar a Série B" foram das músicas cantadas pelos manifestantes, além do hino da Lusa.

O torcedor da Portuguesa Carlos Eduardo Preto foi o idealizador: "Isso surgiu a partir de um desabafo que eu fiz quinta-feira no Facebook. Eu disse que poderíamos fazer um protesto na Paulista. Muitas pessoas gostaram da ideia e quando eu vi, já tinham aberto o evento no site. Hoje, havia três mil pessoas confirmadas. Pelo menos fez barulho, o que era a nossa intenção", disse ele ao iG Esporte .

Preto também falou sobre a comoção dos torcedores dos outros clubes: "A gente fala que na vida é sempre contra a Portuguesa, e nós chamamos torcedores de outros clubes. Tem corintiano, palmeirenses, santistas e até juventinos. A rivalidade é dentro de campo, fora dele, somos todos iguais. Isso é o que queríamos mostrar: a nossa indignação", completou.

Os torcedores ocuparam duas faixas da Avenida Paulista, sentido Consolação, e marcharam até a Praça dos Ciclistas. Na volta, foram até o prédio da TV Gazeta e encerraram o movimento no MASP, mesmo local do início. Viaturas da Polícia Militar fizeram a escolta do grupo e não foi registrada nenhuma ocorrência.

Confira o vídeo do protesto: 




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